Casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas deixaram São Paulo em alerta. Ao menos nove pessoas foram afetadas nas últimas semanas, incluindo duas vítimas fatais. A situação mobilizou associações médicas e do setor de bebidas, que emitiram notas públicas sobre os riscos.
A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) lamentou as mortes e afirmou atuar em parceria com autoridades para coibir a circulação de bebidas falsificadas. A entidade destacou ainda que o consumo responsável e a escolha de produtos de origem legal são fundamentais para evitar tragédias.
Já a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) alertou para o risco de cegueira causado pelo metanol. Segundo especialistas, os sintomas da intoxicação podem surgir até 24 horas após a ingestão, incluindo dor abdominal, náusea, confusão mental e perda súbita da visão.
O tratamento exige rapidez e pode incluir o uso de antídotos, vitaminas e, em casos graves, hemodiálise. Autoridades federais também reforçaram medidas de fiscalização em comércios que vendem bebidas alcoólicas.
O caso expôs novamente o desafio da pirataria e a necessidade de proteger consumidores contra produtos adulterados.
*Da Agência Fonte Exclusiva








