Macaé, no Norte Fluminense, consolidou-se como referência em gestão fiscal responsável ao conquistar o segundo lugar no estado do Rio de Janeiro e a primeira posição na região Norte Fluminense no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025, divulgado nesta quinta-feira (19/09).
Com nota 0,9471, o município ficou atrás apenas de Niterói (1,0000) no ranking estadual, alcançando a classificação de “Gestão de Excelência”, destacando o resultado positivo da gestão do prefeito Welberth Rezende (Cidadania).
O resultado coloca Macaé na contramão de mais de um terço das prefeituras brasileiras, que apresentam situação fiscal difícil ou crítica, segundo o estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A pesquisa analisou 5.129 municípios com base em dados oficiais de 2024, avaliando quatro indicadores fundamentais: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos.
Excelência em três dos quatro pilares
Macaé obteve nota máxima (1,0000) em três dos quatro indicadores avaliados: autonomia, gastos com pessoal e liquidez. No quesito investimentos, a cidade registrou 0,7883, demonstrando capacidade de destinar recursos significativos para obras e melhorias na infraestrutura municipal.
“Macaé é o único município da região que segue na contramão da maioria: combinou excelente nível de autonomia e destinou um bom percentual da receita para investimentos públicos. Além disso, apresentou nota máxima nos outros dois indicadores do IFGF”, destaca o relatório da Firjan.
Contraste regional evidencia eficiência
O desempenho de Macaé ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário regional. A média dos municípios do Norte Fluminense foi de 0,5998, superior à média estadual (0,5587), mas ainda considerada situação fiscal difícil. Entre os destaques regionais, apenas São João da Barra também atingiu a classificação de excelência com nota 0,8061.
Campos dos Goytacazes, maior cidade da região, obteve 0,6021, enquadrando-se na categoria “Boa Gestão”, mas enfrentando limitações em investimentos públicos devido à retenção de verbas da saúde pelo governo estadual.
Com cerca de 264 mil habitantes, a cidade se destacou pela capacidade de gerar receitas próprias para custear despesas administrativas, mantendo alto percentual de investimentos públicos e controle rigoroso dos gastos com pessoal.
Contexto nacional e estadual
No ranking estadual, apenas cinco municípios fluminenses atingiram gestão considerada de excelência: Niterói (1,0000), Macaé (0,9471), Angra dos Reis (0,8630), Volta Redonda (0,8433) e São João da Barra (0,8061).
O cenário nacional revela que mais de um terço das cidades brasileiras contam com baixo nível de autonomia e forte precarização dos investimentos públicos. O IFGF nacional registrou média de 0,6531 ponto, indicando boa situação fiscal geral, mas com 36% dos municípios em situação fiscal difícil ou crítica.
Apesar do destaque de Macaé, a análise regional revela fragilidades estruturais em vários municípios. Em média, as cidades do Norte Fluminense apresentaram excelência em gastos com pessoal (0,8269 pontos) e alto nível de liquidez (0,7257 pontos), mas enfrentam nível crítico de investimentos (0,3351 pontos) e baixa autonomia (0,5116 ponto).
“Chama ainda mais atenção o fato de que esse péssimo resultado ocorreu em um momento de conjuntura econômica favorável e maior repasse de recursos. A sociedade precisa cobrar maior compromisso dos gestores com o dinheiro público”, alertou Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
O resultado consolida Macaé como modelo de gestão fiscal responsável no Norte Fluminense, demonstrando que é possível aliar eficiência administrativa com investimentos em infraestrutura e desenvolvimento municipal.
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