A atividade solar vem aumentando de forma constante desde 2008, surpreendendo especialistas que previam um longo período de baixa. O novo estudo da NASA, publicado no The Astrophysical Journal Letters, aponta que todos os sinais indicavam um ciclo de mínima atividade, mas o Sol apresentou um “despertar” inesperado.
“Todos os sinais apontavam para uma fase de baixa atividade, então o despertar do Sol foi uma surpresa”, afirmou Jamie Jasinski, autor principal da pesquisa e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL).
O crescimento da atividade solar amplia a possibilidade de tempestades solares mais frequentes e intensas, erupções e ejeções de massa coronal — a camada mais externa da estrela. Esses fenômenos representam riscos significativos para naves espaciais, satélites, sistemas de comunicação, redes elétricas e tecnologias de navegação na Terra. O alerta é especialmente relevante para as missões tripuladas à Lua, nas quais a proteção dos astronautas contra radiação é fundamental.
Para entender melhor os mecanismos dos ciclos solares de longo prazo, a NASA prepara novas missões: a Sonda de Mapeamento e Aceleração Interestelar (IMAP), o Observatório Carruthers Geocorona e o projeto conjunto Clima Espacial Siga On-Lagrange 1 (SWFO-L1), em parceria com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Essas iniciativas devem fornecer dados cruciais para aprimorar as previsões e decifrar as causas do fenômeno.
Após um declínio de vários anos que culminou em um mínimo histórico em 2008, cientistas apostavam em um período prolongado de baixa atividade solar. Os novos dados, porém, mostram que a tendência se inverteu de maneira inesperada — um mistério que a ciência ainda busca explicar.
Da Agência Fonte Exclusiva.








