Um paciente intoxicado chega a pronto-socorros do SUS a cada duas horas no Brasil, totalizando 45.511 internações por envenenamento entre 2009 e 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).
Desse total, 1.480 evoluíram para óbito, e 3.461 foram casos de intoxicação intencional por terceiros – como os recentes episódios do bolo com arsênio no RS (4 mortes) e da ceia envenenada no Piauí (5 mortes).
Os números mostram picos alarmantes: 5.523 casos em 2023 e 5.560 em 2024, após queda entre 2015 e 2021. Entre as causas acidentais, lideram analgésicos/anti-inflamatórios (2.225 casos), pesticidas (1.830), álcool (1.954) e sedativos (1.941).
A região Sudeste concentra quase metade das ocorrências, com São Paulo (10.161) e Minas Gerais (6.154) à frente. Adultos jovens (20-29 anos) e crianças (1-4 anos) são os grupos mais afetados.
Especialistas alertam para a necessidade de maior regulamentação de substâncias tóxicas, combate ao comércio clandestino e políticas de suporte emocional.
“Muitos casos são intencionais, com motivações emocionais ou familiares”, destaca Camila Lunardi, presidente da Abramede. O atendimento rápido é crucial: prioriza-se estabilizar o paciente antes de identificar o agente tóxico.
Os dados reforçam a urgência de ações intersetoriais para reduzir intoxicações no país.
Da Agência Fonte Exclusiva.








