A Ucrânia sofreu neste domingo (8) um dos ataques mais intensos desde o início da guerra. Pela primeira vez, o edifício do Gabinete de Ministros, sede do governo em Kiev, foi atingido por mísseis russos, provocando incêndios e destruição nos andares superiores.
Segundo a primeira-ministra Yulia Svyrydenko, bombeiros atuaram durante horas para conter as chamas. O prédio, construído na era soviética, fica no coração do distrito governamental, próximo à sede do Parlamento e à residência presidencial.
A onda de ataques deixou duas mortes confirmadas, uma jovem de 32 anos e seu bebê de poucos meses, além de feridos em diferentes regiões. Em Kiev, prédios residenciais de vários andares foram destruídos, e explosões atingiram também Zaporizhzhia e Krivói Rog, cidade natal de Volodymyr Zelensky.
Escalada militar
De acordo com a força aérea ucraniana, Moscou lançou 805 drones e mísseis entre a noite de sábado e a madrugada de domingo — o maior número desde o início da invasão. Pelo menos 37 alvos foram atingidos. Autoridades locais relataram danos a casas, creches, fábricas e infraestrutura civil.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a ofensiva como uma “grave escalada”. Ele pediu sanções mais duras contra Moscou e o envio urgente de armamentos ocidentais.
Contra-ataques ucranianos
Em resposta, Kiev afirmou ter lançado drones contra a Rússia. Um deles teria atingido um oleoduto estratégico em Bryansk, utilizado para transporte de combustíveis entre Belarus e a Federação Russa. Moscou, por sua vez, declarou ter interceptado 69 drones ucranianos.
Contexto internacional
O ataque ocorre dias após o presidente Vladimir Putin reiterar ameaças ao Ocidente contra o envio de tropas internacionais à Ucrânia em caso de cessar-fogo. O Kremlin afirmou que qualquer força estrangeira seria tratada como “alvo legítimo”.
Desde fevereiro de 2022, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014.
Da Agência Fonte Exclusiva.








