Uma flotilha de barcos carregados com ajuda humanitária partiu do porto de Barcelona neste domingo (31) em direção a Gaza, com a participação da ativista climática sueca Greta Thunberg, do ativista brasileiro Thiago Ávila e do ator irlandês Liam Cunningham, conhecido por seu papel em “Game of Thrones”. A iniciativa busca desafiar o bloqueio naval imposto por Israel ao território palestino e levar alimentos e suprimentos à população local, afetada por uma grave crise humanitária.
Milhares de apoiadores reuniram-se no porto para acompanhar a partida, exibindo bandeiras palestinas e entoando palavras de ordem como “Palestina Livre” e “Não é uma guerra, é um genocídio”. Em discurso, Thunberg criticou a violação do direito internacional: “Esta é uma missão para desafiar o sistema internacional extremamente violento e tradicional que não consegue respeitar o direito internacional”.
A ação ocorre após tentativa similar em junho, quando Israel interceptou uma flotilha, deteve e deportou seus integrantes. Desta vez, os organizadores planejam unir embarcações de outros países, como Grécia, Itália e Tunísia, ampliando o alcance da mobilização.
Thiago Ávila, ativista brasileiro, destacou o caráter simbólico e político da iniciativa: “Não estamos apenas em uma missão de barco. Estamos construindo um movimento internacional de massas”. Liam Cunningham, por sua vez, acrescentou: “O fato de a flotilha estar acontecendo é uma indicação do fracasso do mundo em respeitar o direito internacional”.
Israel justifica o bloqueio — vigente desde 2007 — como necessário para impedir o contrabando de armas para o grupo Hamas, classificando as tentativas de rompê-lo como “golpes de propaganda”. Enquanto isso, organizações humanitárias alertam para a fome “causada pelo homem” em partes de Gaza, culpando líderes globais pela falta de pressão para permitir a entrada de ajuda.
O conflito atual teve início em outubro de 2023, com a invasão do Hamas ao sul de Israel, resultando em mais de 1.200 mortes e 251 reféns. A campanha militar israelense em Gaza, segundo autoridades de saúde locais, já causou mais de 63 mil mortes, majoritariamente civis, e mergulhou o território em uma crise humanitária sem precedentes.
A flotilha segue agora em direção a Gaza, enquanto o mundo acompanha mais um capítulo de resistência e diplomacia civil em meio a uma das crises mais devastadoras do século XXI.
Da Agência Fonte Exclusiva.








