O Brasil registrou em agosto sua primeira deflação em dois anos, com o IPCA-15 recuando 0,14%, após 12 meses de altas consecutivas. A queda, no entanto, ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma deflação de 0,23%, segundo pesquisa da Reuters.
O resultado, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (26), foi puxado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica (-4,93%), devido à incorporação do Bônus de Itaipu, e pela contínua queda nos preços dos alimentos (-0,53%).
Apesar da deflação mensal, o índice acumula alta de 4,95% em 12 meses, permanecendo acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26%.
Principais quedas:
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Habitação: -1,13% (puxado pela energia elétrica)
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Alimentação no domicílio: -1,02% (destaque para manga [-20,99%], batata [-18,77%] e cebola [-13,83%])
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Transportes: -0,47% (com quedas em passagens aéreas [-2,59%] e gasolina [-1,14%])
Principais altas:
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Despesas pessoais: +1,09% (impulsionado por jogos de azar [+11,45%])
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Saúde e cuidados pessoais: +0,64% (com reajustes em planos de saúde e higiene pessoal)
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Educação: +0,78% (devido a reajustes em cursos regulares)
Regionalmente, São Paulo foi a única área com variação positiva (0,13%), enquanto Belém registrou a maior deflação (-0,61%).
O resultado representa o menor patamar do IPCA-15 desde setembro de 2022, mas a deflação mais moderada que o esperado sugere que o caminho para o controle da inflação ainda enfrenta desafios, com pressões em setores específicos da economia.
Da Agência Fonte Exclusiva.








