Um grave escândalo de corrupção envolvendo a irmã do presidente Javier Milei, Karina Milei, ameaça abalar os alicerces do governo argentino. Tudo começou com o vazamento de um áudio em que um ex-aliado do presidente acusa a secretária-geral da Presidência de operar um esquema de propinas na compra de medicamentos para a rede pública.
O autor das gravações é Diego Spagnuolo, ex-chefe da Agência Nacional para a Deficiência (Andis), demitido horas após o vazamento. Na gravação, ele afirma que Karina e o subsecretário Eduardo “Lule” Menem cobravam uma comissão de até 8% do faturamento de empresas farmacêuticas para garantir contratos com o Estado – um esquema que supostamente rendia até US$ 800 mil mensais (cerca de R$ 4,3 milhões). Spagnuolo chega a declarar: “Estão roubando. Você pode fingir que não sabe, mas não joguem esse problema para mim, tenho todos os WhatsApp de Karina”.
A Justiça argentina abriu investigação e, em uma série de buscas, apreendeu US$ 266 mil em espécie (R$ 1,5 milhão), máquinas de contar dinheiro e celulares considerados cruciais para as investigações. Quatro aparelhos, incluindo o de Spagnuolo, estão sob análise pericial para confirmar a autenticidade das acusações.
O caso eclode em um momento crítico para o governo Milei, a apenas duas semanas das eleições para o governo da província de Buenos Aires e a dois meses das legislativas. O escândalo coloca em xeque o discurso anticorrupção que foi central na campanha do presidente.
As Reações: Javier Milei ainda não se pronunciou diretamente sobre as acusações, mas apareceu ao lado da irmã em público, em uma imagem de apoio. Seu chefe de gabinete, Guillermo Francos, defendeu que se trata de uma “perseguição política”. Já o presidente da Câmara, Martín Menem, declarou: “Ponho as mãos no fogo por Lule Menem e Karina Milei”.
O Parlamento agora debate a abertura de uma CPI para investigar o caso, o que pode significar um grande desgaste político para o governo no período eleitoral.
Da Agência Fonte Exclusiva.








