O UFC anunciou um contrato histórico de US$ 7,7 bilhões (R$ 41,5 bilhões) com a Paramount, válido por sete anos, que garante a transmissão exclusiva de todas as lutas no Paramount+ nos EUA, além de eventos selecionados na CBS. A maior mudança é o fim do modelo pay-per-view (PPV), que sustentava a organização desde 1993.
Segundo a Forbes, Dana White, presidente do UFC, revelou que a negociação foi conduzida diretamente com David Ellison, CEO da Skydance Media e filho do bilionário Larry Ellison. A Paramount superou concorrentes como Netflix e Warner Bros. Discovery, fechando o acordo em apenas 48 horas após assumir oficialmente a Skydance.
Segundo Mark Shapiro, presidente da TKO Holdings, o objetivo era abandonar o PPV devido ao alto custo para os fãs — US$ 100 (R$ 538) mensais — e ao aumento da pirataria. Agora, o UFC passará a receber US$ 1,1 bilhão (R$ 5,93 bilhões) por ano, valor que o coloca lado a lado com ligas como MLB, Olimpíadas e Nascar.
Além do contrato doméstico, a organização continuará vendendo os direitos internacionais por meio da IMG, estimados em US$ 250 milhões (R$ 1,35 bilhão) anuais. O UFC também seguirá produzindo seus próprios eventos para manter total controle sobre o estilo e a identidade da marca.
A aposta da Paramount é transformar o UFC em um pilar de expansão do Paramount+, que hoje soma 77,7 milhões de assinantes, bem atrás de rivais como Netflix e Disney+. A nova liderança já fechou negócios bilionários, como o acordo de US$ 1,5 bilhão para trazer South Park ao streaming, mas considera o UFC sua maior cartada.
Dana White ainda confirmou planos de realizar um evento do UFC na Casa Branca em 4 de julho de 2026, possivelmente transmitido pela CBS, em mais uma jogada ousada da organização que promete impactar o mercado esportivo e político.
Da Agência Fonte Exclusiva.








