Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como Diaba Loira, foi encontrada morta na última quinta-feira (14), vítima de disparos de arma de fogo na Rua Cametá, em Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro. A jovem, que ganhou notoriedade no tráfico por ostentar armas e símbolos de facção em seu perfil nas redes sociais, acumulava mais de 70 mil seguidores.
Nas postagens recentes, Eweline aparecia fazendo o número 3 com os dedos, em referência ao Terceiro Comando Puro (TCP), grupo ao qual havia se aliado recentemente. Antes, ela tinha ligação com o Comando Vermelho (CV). A mudança de facção teria gerado represálias, evidentes nas ameaças deixadas em seus comentários, como “Vai virar sanduíche do Comando Vermelho” e “Vamos buscar”, quase sempre acompanhadas de emojis de bandeira vermelha.
Apesar de sua imagem ligada ao crime, Eweline teve uma vida comum antes de se envolver com o tráfico. Era casada e mãe, mas entrou nesse universo após sobreviver a uma tentativa de feminicídio em Santa Catarina, quando o ex-marido a esfaqueou no pulmão por suspeita de traição e roubo de dinheiro.
Depois do episódio, passou a ser investigada pela Polícia Civil de SC e acabou presa em 2023, flagrada quando se dirigia para executar um desafeto da facção que integrava. Em janeiro de 2024, voltou a ser detida, mas respondia em liberdade quando foi expedido um terceiro mandado de prisão. Para escapar, fugiu para o Rio de Janeiro, onde adotou o apelido Diaba Loira e se aliou ao CV.
Sua trajetória no crime, marcada por rivalidades e trocas de facção, terminou com a execução em Cascadura, numa morte que reflete as disputas violentas entre organizações criminosas na capital fluminense.
Da Agência Fonte Exclusiva.








