Planejada para ser um marco global na luta contra as mudanças climáticas, a COP30, marcada para novembro em Belém (PA), enfrenta um cenário de insatisfação e incertezas. Faltando menos de 100 dias para o início, delegações internacionais denunciam preços abusivos e problemas logísticos, colocando em dúvida a capacidade da cidade de receber o evento.
De acordo com a Bloomberg, Belém foi escolhida não por sua infraestrutura, mas por sua proximidade com a Floresta Amazônica. No entanto, a rede hoteleira local cobra valores até dez vezes superiores aos praticados na alta temporada, muito acima do aumento de até três vezes observado em outras edições da COP. A situação levou à desistência de líderes, como o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, e à redução do tamanho de delegações como as da Polônia e da Indonésia.
Apesar da pressão para transferir a conferência, o governo brasileiro insiste que “a COP será em Belém” e afirma não haver plano B. Para tentar contornar a crise, negocia com hotéis e plataformas como o Airbnb, além de adotar medidas emergenciais, como:
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Reserva de 2,5 mil quartos individuais para delegações oficiais, com diárias entre US$ 100 e US$ 600;
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Disponibilização de 15 quartos por delegação para os 73 países menos desenvolvidos, com tarifas de US$ 100 a US$ 200;
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Ajuda de custo da ONU de US$ 146 para hospedagem, alimentação e transporte;
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Plataforma de reservas ao público com preços entre US$ 360 e US$ 4,4 mil por diária.
Mesmo com iniciativas como o uso de navios de cruzeiro como hospedagem alternativa, permanecem preocupações sobre transporte, alimentação e capacidade dos aeroportos. O cenário ameaça afastar países mais pobres — justamente os mais vulneráveis às mudanças climáticas — e desviar o foco das discussões ambientais para a crise logística e financeira.
Da Agência Fonte Exclusiva.








