O ator Francisco Cuoco morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. Considerado um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, ele estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein. A causa da morte não foi informada pela família.
Com uma carreira que atravessou mais de seis décadas, Cuoco se tornou sinônimo de talento, carisma e versatilidade, conquistando o público em dezenas de produções da TV Globo, onde protagonizou algumas das novelas mais memoráveis da teledramaturgia nacional.
Nascido em 29 de novembro de 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, Francisco Cuoco era filho de um feirante italiano. Começou no teatro nos anos 1950 e teve projeção em 1961, ao interpretar Werneck na peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues.
Sua estreia na televisão aconteceu nos anos 60, e logo se destacou como um dos principais galãs da época. Entre os personagens mais lembrados estão Herculano Quintanilha, de O Astro (1977), Cristiano Vilhena, de Selva de Pedra (1972), e o fazendeiro Geremias Berdinazzi, de O Rei do Gado (1996).
Nos anos 2000, continuou atuando em novelas de sucesso, como América, Da Cor do Pecado e Cobras & Lagartos, mantendo-se relevante e querido por diferentes gerações.
Apesar de ter iniciado a carreira no teatro, Cuoco se afastou dos palcos por longos períodos devido à televisão, mas retornou com destaque em 2004 na peça Três Homens Baixos. No cinema, participou de filmes como Cafundó, Gêmeas e Traição, mostrando sua capacidade de transitar entre diferentes formatos.
Longe da televisão nos últimos anos, sua última aparição foi em 2020, na novela Salve-se Quem Puder, encerrando sua trajetória artística com a mesma dignidade que marcou toda a sua carreira.
Na vida pessoal, Cuoco foi casado com a atriz Carminha Brandão nos anos 1960 e teve três filhos com Gina Rodriguez, de quem se separou em 1984. Em 2013, assumiu um relacionamento com Thaís Almeida, 54 anos mais jovem, que terminou em 2017.
Francisco Cuoco deixa um legado imensurável para as artes cênicas no Brasil. Sua presença marcante, voz inconfundível e personagens icônicos permanecem vivos na memória da cultura brasileira.
*Da Agência Fonte Exclusiva








