Justiça conclui que Elen Cristina Cury participou do latrocínio na casa do empresário Felipe Lavinas; ela pretendia ficar com os bens da vítima que era dono de duas academias de musculação;
Da redação
Acusada de envolvimento na morte do empresário Felipe Lavinas, em outubro de 2015, na cidade de Nova Iguaçu, na Baixa Fluminense, Elen Cristina Cury, de 25 anos, foi condenada pela 1ª Vara criminal a trinta anos de prisão.
Segundo a sentença divulgada nesta quarta-feira (19), Elen, que era namorada do empresário, foi a mandante do crime de latrocínio e facilitou a entrada dos assassinos na casa de Felipe, que era dono de duas academias na Baixada Fluminense. Ela poderá recorrer em liberdade.
“Considerando-se as circunstâncias do delito, tendo sido praticado da forma mais vil possível, eis que a ré, valendo-se do sentimento nutrido pela vítima por ela, aproveitou da sua condição de namorada, revelando personalidade desprezível, execrável, a ela coube dar toda a intimidade da vítima e a deixar vulnerável para que ao final fosse largado em uma calçada, com três tiros na nuca. Com frieza arquitetou toda ação criminosa, desde os atos preparatórios, devendo, por tais motivos, a pena base ser fixada acima do mínimo legal”, escreveu a juíza na sentença.
Um dos cúmplices, Luigi Sirino dos Santos, também foi condenado e deverá cumprir vinte anos de prisão em regime fechado.
ENTENDA O CASO
O empresário Felipe Lavina Machado, de 27 anos, foi assassinado em outubro de 2015. Investigação da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apontou o envolvimento de sua namorada, Elen Cristina Cury. A motivação do crime, segundo a polícia, foi financeira.
O delegado titular da DHBF, Giniton Lages, concluiu no inquérito que Elen planejava ficar com os bens do empresário assassinado.
“Até então o que parecia um homicídio, se mostrou um crime perfeitamente planejado. A Elen teve efetiva participação no crime desde a elaboração até a sua execução. Temos um caso clássico em que uma companheira vê uma possibilidade de depois da pessoa morta, assumir todos os seus bens”, afirmou na época o delegado titular, Giniton Lages.
As investigações chegaram até Elen após a apreensão de um adolescente. Na época, o menor de 17 anos manteve os pais de Felipe reféns com uma arma apontada para eles durante a ação dos criminosos.
“Ele foi entregue pelo pai que tinha medo de que o filho fosse morto”, revela Giniton. O garoto ficou escondido em casa pela família, que tinha medo que o adolescente fosse morto.
O caso foi tratado como latrocínio (roubo seguido de morte). Durante o depoimento à Polícia durante as investigações, Elen se mostrou bem tranquila e negou a participação no crime. Mas as investigações apontam que ela teria facilitado a entrada dos bandidos na casa do namorado.
*Agência VIU!








