Os Estados Unidos imporão proibições de visto a estrangeiros que considerarem que estão censurando os norte-americanos, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quarta-feira, revelando uma nova política que Rubio sugeriu que poderia ter como alvo as autoridades que regulam as empresas de tecnologia dos EUA.
Rubio disse em um comunicado que uma nova política de restrição de vistos se aplica a estrangeiros responsáveis pela censura de expressões protegidas nos Estados Unidos e afirmou que é inaceitável que autoridades estrangeiras emitam ou ameacem com mandados de prisão devido a publicações em redes sociais feitas em solo norte-americano.
“Da mesma forma, é inaceitável que autoridades estrangeiras exijam que as plataformas tecnológicas americanas adotem políticas globais de moderação de conteúdo ou se envolvam em atividades de censura que ultrapassem sua autoridade e cheguem aos Estados Unidos”, disse Rubio.
A declaração de Rubio não mencionou países ou indivíduos específicos que seriam alvos, mas observou que algumas autoridades estrangeiras tomaram “ações flagrantes de censura contra empresas de tecnologia dos EUA e cidadãos e residentes dos EUA quando não têm autoridade para fazê-lo”.
Em publicação no X, Rubio reforçou sua justificativa para aplicação da sanção.
“Estrangeiros que trabalham para minar os direitos dos americanos não devem ter o privilégio de viajar para o nosso país. Seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lugar, os dias de tratamento passivo para aqueles que trabalham para minar os direitos dos americanos acabaram”, escreveu.
Lei Magnitsky Global
Rubio afirmou na última quarta-feira, 21, que uma possível sanção ao ministro da Suprema Corte está sendo discutida com o governo dos EUA.
“Está sob análise agora, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse. A fala do secretário ocorreu durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
O deputado republicano Cory Mills também endossou uma “preocupação” com o “declínio alarmante dos direitos humanos no Brasil”, citando o processo no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu.
Também se discutiu a possibilidade de aplicar a Lei Magnitsky Global, que permite ao governo dos EUA restringir a entrada de estrangeiros no país acusados de violarem os direitos humanos.
Caso Moraes seja afetado com a restrição do governo norte-americano, seus ativos e bens no país podem ser congelados. Além disso, ele não poderá entrar nos EUA.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Reuters.








