O interior do estado do Rio de Janeiro consolidou-se como protagonista no comércio exterior fluminense em 2024, com destaque para Macaé e Itatiaia, que lideraram o crescimento das exportações regionais.
Dados do Boletim Rio Exporta – Edição Regionais 2025, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), revelam que as regiões fora da capital responderam por 51% das exportações estaduais, totalizando US$ 26,6 bilhões em vendas internacionais.
Macaé, polo histórico ligado ao setor energético, emerge como um dos motores dessa transformação, impulsionando a corrente de comércio do estado, que atingiu US$ 80,4 bilhões no ano passado.
Crescimento sustentado e regionalização
O desempenho do interior reflete um salto de 7% na corrente de comércio do Rio de Janeiro em 2024, com exportações crescendo 6% (US$ 52,5 bilhões) e importações alcançando 27,9 bilhões).
As regiões Leste e Centro-Sul fluminense foram as que mais se destacaram, com aumentos de 47% e 89%, respectivamente, em suas transações comerciais. Macaé, localizada na zona entre Região dos Lagos (Leste), Baixada Litorânea e Região e Norte Fluminense, é apontada como um dos polos estratégicos nesse cenário, atraindo investimentos e diversificando sua atuação internacional.
“Esse crescimento é um sinal positivo da internacionalização das empresas e da retomada das exportações em grandes polos como Macaé e Itatiaia”, afirmou Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Firjan. Segundo ele, o interior fluminense já responde por 74% das importações estaduais (US$ 20,6 bilhões), consolidando uma tendência de descentralização econômica.
Ferramenta para negócios globais
O Boletim Rio Exporta surge como uma ferramenta essencial para orientar empresários. Giorgio Luigi Rossi, gerente da Firjan Internacional, explica que a publicação permite “um recorte regional detalhado, identificando produtos, parceiros comerciais e vocações locais”.
Para Macaé, tradicionalmente vinculada ao petróleo, o estudo pode ajudar a explorar novos mercados e fortalecer setores complementares, como tecnologia e serviços especializados.
Enquanto regiões como Caxias mantiveram estabilidade (2% de crescimento), com destaque para importações de compostos heterocíclicos da Alemanha e Índia, o dinamismo de Macaé simboliza a diversificação econômica do interior. “O Boletim auxilia no desenvolvimento de empresas de todas as regiões, revelando oportunidades específicas de cada município”, acrescentou Rossi.
Perspectivas futuras
Com o interior fluminense superando a capital em participação nas exportações, Macaé consolida-se como um eixo estratégico para o estado. O crescimento de polos regionais não apenas reduz a dependência da capital, mas também fortalece a resiliência econômica diante de flutuações globais.
Para 2025, a Firjan projeta que a interiorização do comércio exterior continuará, com foco em inovação e competitividade internacional.
Enquanto isso, Macaé segue como exemplo de como investimentos em infraestrutura e capacitação empresarial podem transformar cidades do interior em players globais – um modelo que inspira outras regiões do estado a seguir o mesmo caminho.








