O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, registrou três terremotos em menos de 12 horas. De acordo com o jornal Daily Mail, o terremoto mais recente, de magnitude 2,8, atingiu o condado de Monterey na tarde desta quarta-feira, 2. Não houve registro de feridos.
O fenômeno teve origem na Falha de San Andreas, que se estende por 1.287km ao longo da Califórnia. Assim, especialistas temem que a falha esteja atrasada para outro grande terremoto, o chamado ‘Big One’, que é um terremoto de magnitude 8 ou superior e, na ocasião, pode ser sentido por 39 milhões de pessoas na Costa Oeste.
Os dois terremotos próximos a São Francisco foram sentidos por quase 2 mil pessoas, de acordo com um relatório que permite aos moradores informarem autoridades sobre os tremores. O primeiro ocorreu em Dublin por volta das 19h58 (horário do leste dos EUA) na terça-feira, 1, e o segundo foi detectado perto de Orinda cerca de seis horas depois.
Ambos os tremores ocorreram ao longo da Falha de Calaveras, que faz parte do sistema da Falha de San Andreas e tem sido palco de terremotos moderados e grandes. Os últimos grandes terremotos na região ocorreram em 1857 e 1906, acompanhados de mortes e destruição das cidades.
Este ano, de acordo com o periódico, a Califórnia registrou 10.159 terremotos de magnitudes de até 4,6; 104 terremotos entre magnitudes 3 e 4 e 637 terremotos entre magnitudes 2 e 3.
O Big One, ou “O Grande”, é um megaterremoto que pode acontecer em algum momento no oeste dos Estados Unidos. Pesquisadores indicam que o fenômeno será resultado da movimentação das placas tectônicas na região conhecida como falha de San Andreas.
O terremoto devastador aguardado por cientistas
Sismólogos afirmam que o Big One será um terremoto devastador, com magnitude na faixa de 8,0. Um tremor dessa intensidade pode provocar grandes estragos, principalmente em cidades com muitos habitantes, como Los Angeles e São Francisco.
Tremores fazem parte da rotina de quem mora na Califórnia. Como o estado está em uma área de rachaduras da crosta terrestre, com o encontro de placas tectônicas, terremotos acontecem com muita frequência.
Entretanto, pesquisadores acreditam que a parte sul da falha de San Andreas está acumulando tensão há anos. Isso porque a região não registra abalos sísmicos intensos há décadas. Estudos geológicos apontam que fenômenos do tipo acontecem a cada 100 ou 200 anos na área.
O último grande terremoto na região foi registrado no século 19. Recentemente, o mais perto que o sul da Califórnia chegou de um forte tremor foi em 2019, quando um fenômeno de magnitude 7,1 provocou deslizamentos de terra e abriu uma rachadura que pode ser vista do espaço.
Estimativas apontam que um “Big One” no sul do estado poderia ter impacto direto na cidade de Los Angeles, com estimativas de prejuízos bilionários e centenas de mortes ou feridos.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Terra.