Você já sentiu aquele momento de paralisia diante de uma decisão? Sabia exatamente o que precisava fazer, mas, ainda assim, travou?
Talvez tenha chama do isso de “prudência”. Talvez de “zona de conforto”. Mas e se, na verdade, for apenas medo disfarçado?
Mudar de carreira, terminar um relacionamento, dizer não, recomeçar em outra cidade, desafiar expectativas. Tudo isso exige mais do que coragem. Exige romper com o que parece seguro — mas que, no fundo, pode ser apenas familiar.A chamada zona de conforto, muitas vezes, não tem nada de confortável. Ela é só o espaço onde nos acostumamos a viver no piloto automático. Relações que ferem. Trabalhos que esgotam. Rotinas que nos mantém ocupados, mas não vivos. E seguimos, dizendo que “está tudo bem” — quando, no fundo, não está.
Carl Rogers, psicólogo humanista, dizia que tornar-se quem realmente somos exige coragem para abandonar as máscaras — até aquelas que um dia nos protegem.
Brené Brown, pesquisadora da coragem e da vulnerabilidade, reforça que não há crescimento sem desconforto. Aquilo que nos protege demais também nos impede de evoluir.
A verdade é: decidir doi. Mas não decidi também. Ficar onde você não cresce pode parecer seguro, mas é exatamente aí que mora o risco: o de se perder de si.
Karoline Barbosa
Psicóloga | Colunista sobre comportamento, saúde mental e cultura digital | Produção de conteúdo com base em Psicologia Social, me siga no Linkedin








