Distribuidor do Expresso Regional denuncia agressão; reportagem denunciava contrato entre empresa e prefeitura;
Da redação
Distribuidor do jornal semanário Expresso Regional nas ruas de Macaé e cidades próximas, no Norte Fluminense, Antônio Moraes de Souza, de 65 anos, denunciou que sofreu agressões físicas enquanto fazia o trabalho na cidade de Quissamã.
De acordo com o boletim de ocorrências registrado na 130ª Delegacia Legal, o autor da agressão foi um homem identificado como Vagner, que seria irmão da vereadora Alexandra Moreira (PSC).
Segundo o relato da vítima, o agressor lhe atingiu com “um soco, o derrubou no chão e ainda lhe deu pontapés na costela”.
A agressão, segundo reportagem do Expresso, foi motivada por uma matéria de capa que informava sobre uma investigação do Ministério Público Estadual em relação ao contrato milionário celebrado entre a empresa R.Quimer (apontada como de propriedade da mãe de Alexandra e Vagner) com o governo de seu cunhado, o ex-prefeito Armando Carneiro (PSB), que governou o município por duas gestões (2004-2008 e 2008-2009).
Antônio Moraes foi atendido no Hospital Municipal de Quissamã e, de lá, partiu para a delegacia onde registrou o Boletim de Ocorrência.
Além da denúncia de agressão física contra um idoso, há também o relato de assédio e injúria denunciado na delegacia. O assédio, segundo relato na DP, foi cometido pelo próprio ex-prefeito Armando Careiro (cunhado do agressor). Ele acusado de perseguir o funcionário do jornal com palavras ofensivas, além de tirar fotos, gravar vídeos e afirmar que o distribuidor “iria se dar mal”.
Por meio de uma postagem em sua página no Facebook, Armando Carneiro admite ter abordado a vítima, mas nega que tenha praticado agressão.
O jornal vem publicando uma série de reportagem nas últimas semanas relatando a assinatura de contrato entre a empresa da R.Quimer e a prefeitura. O editor do seminário, André Cabral, afirma que após denúncia, publicada originalmente em abril, o jornal passou a receber uma série de processos judiciais da própria Alexandra, na tentativa de proibir sua circulação.
“Como, pelas vias judiciais, a censura não funcionou (pelo contrário, atraiu a atenção do MP que passou a investigar o casal Alexandra/Armando) a tentativa de intimidar o jornal ganhou contornos mais violentos, com o assédio ao funcionário da empresa nas últimas semanas, além da agressão cometida, segundo testemunhas, pelo próprio irmão da vereadora”, diz o jornalista em trecho da reportagem do Expresso sobre o episódio.
Procurada pela reportagem do portal VIU!, a vereadora Alexandra Moreira também negou a ocorrência de agressão física e destacou que vai mover uma ação por denunciação caluniosa.
Ela também afirma que a empresa R.Quimer foi comprada por sua mãe em 2015 e que antes deste período não houve celebração de contratos com a prefeitura. A vereadora também aponta um alinhamento do semanário com a prefeita Fátima Pacheco (PTC), que estaria reagindo a fiscalização da parlamentar.
“Sou uma vereadora que não me limito a tribuna. Exerço um ativismo junto aos órgãos de controle externo. Já protocolei denúncias no Ministério Público, no Tribunal de Contas e ações na justiça. Isso incomoda”, disse.
*Agência VIU!








