O terceiro-sargento da Polícia Militar Marco Antônio Matheus Maia, de 37 anos, foi morto por bandidos na última terça-feira, em Brás de Pina, Zona Norte do Rio. Na ocasião, a corporação informou que o agente estava de folga quando se deparou com um grupo de criminosos armados, que abriram fogo contra o agente.
Documento obtido pelo GLOBO, no entanto, mostra que o policial estaria vestido com a farda da corporação no momento do crime, já que estava de serviço naquela ocasião.
Assinado pelo subtenente Michel Rodrigues Lemos, o documento do 16º BPM (Olaria), um “formulário de apuração sumaríssima de falecimento”, observa que a morte se deu “no deslocamento entre a sua residência e a organização policial militar em que serve ou local de trabalho”. Além disso, outra parte do formulário preenchida afirmativamente é o “parecer de falecimento com indícios de ato de serviço”.
O documento ressalta ainda que o policial morto “estava trajando o 6º RUPMERJ”, como é nomeada a farda da corporação, e que o sargento “estava de serviço na faxina” naquela ocasião.
Lotado no 41º BPM (Irajá), o agente circulava pelos acessos da comunidade do Quitungo, na Rua Orica, quando foi encontrado pelos bandidos. Depois de morto, seu corpo foi colocado em um carro pelos criminosos, que soltaram o veículo, desgovernado, numa ladeira. Após quase capotar, o automóvel bateu em duas casas até parar. A cena foi flagrada pelo Globocop, da TV Globo.
Quatro anos atrás, quando ainda era cabo, o policial foi baleado na cabeça durante operação do 14º BPM (Bangu), onde era lotado à época, na Vila Aliança, Bangu, na Zona Oeste. Na ocasião, um vídeo gravado por morador mostrou o PM sendo carregado nas costas de um colega após um tiroteio.
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o documento “apresenta dados preliminares das primeiras equipes que chegam à cena do crime”, e que “todas as circunstâncias da ação estão sendo apuradas de maneira mais ampla através de um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pela corporação. Nesse contexto, a SEPM também colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil”. A PM também lamentou a morte do sargento, cujo corpo foi sepultado, nesta quinta-feira, no cemitério Memorial Jardim da Saudade, em Sulacap.
Da Agência Fonte Exclusiva.








