A fatura da reeleição do prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Wladimir Garotinho (Progressistas), chegou salgada.
O orçamento da Prefeitura do ano de 2024, literalmente, explodiu no mês de outubro. Para compensar a falta de dinheiro, Wladimir lançou um Refis para tentar captar receita própria. Está chamando os contribuintes para renegociar dívidas.
Na última semana também circulou pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, com pires na mão, implorando por emendas parlamentares. Foi o périplo do filho pródigo.
O efeito gerado pela falta de dinheiro é visível nos hospitais e afeta diretamente a população. No Hospital Ferreira Machado e outras unidades de saúde está faltando material de limpeza. Falta até papel higiênico, segundo denunciou o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais (Siprosep) em recente inspeção.
No hospital Geral de Guarus, pacientes estão gravando vídeos nas enfermarias para denunciar cancelamento de cirurgias por falta de insumos. A situação afeta até mesmo pacientes com crise renal. Na porta do Hospital São José, na Baixada Campista, as filas são intermináveis.
Na área de mobilidade, concessionários de vans e ônibus ameaçam paralisar os serviços por falta de pagamento dos subsídios de óleo diesel.
Com orçamento acima de R$ 3 bilhões anuais, Campos está no restrito clube de cidades bilionárias na Bacia de Campos. Só que a gestão do dinheiro é um desastre. Se o presente é catastrófico, o futuro próximo é ainda mais temível.
Wladimir Garotinho desperdiçou dinheiro, não para de aumentar o custeio e já ensaia uma saída sorrateira em 2026, para disputar outro mandato.
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O sonha mais audacioso é seguir o caminha do pai, o ex-governador Anthony Garotinho, e ser candidato a governador. Caso não consiga, tentaria uma candidatura de Senador, ou na pior das hipóteses, deputado Federal. Sendo assim, vai deixar a herança maldita para o corajoso que assumir a horta de pepinos.
Até o presente momento, Wladimir conta com a benevolência dos órgãos de controle externo. O ponto fora da curva são as inesperadas invernadas que costumam emergir da Praça Mauá.







