Atuação da revista VIU! que denunciou os escândalos no Porto do Açu, agora desvenda os interesses obscuros que envolvem o projeto de um novo porto em Macaé-RJ;
Da redação
Já dizia o saudoso jornalista Paulo Francis que o jornalismo que ofende o leitor é aquele que fica em cima do muro, que não diz a que veio. A revista VIU! e o Portal VIU ONLINE traz em seu DNA o compromisso de se posicionar diante de variados temas e de pautar sua atuação no jornalismo investigativo.
Foi com esta dinâmica que a VIU! em sua edição de número 28, que circulou em junho de 2015, denunciou com exclusividade os escândalos envolvendo o uso de recursos do BNDES no Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.
NA IMAGEM ACIMA Equipe do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, acompanhando os produtores do Açu, em São João da Barra, durante a retomada de suas terras espoliadas por investidores privados
Aquela edição, recentemente, inspirou uma série de reportagens do SBT, porque anteviu os desdobramentos de uma das fases da Operação Lava Jato, que protagonizou a prisão do empresário Eike Batista. Outrora saudado como Midas no mundo dos negócios, personagem em reportagem de capa na prestigiada revista Forbes e adulado por inocentes úteis, o bilionários foi apanhado por pagar propinas ao então governador Sérgio Cabral em troca de terras no 5º Distrito de São João da Barra. Ali, nas terras dos ouros, ergueu um braço de seu império.
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VÍDEO: SBT
O porto do Açu serviu muito bem a especulação imobiliária e aos negócios de Eike Batista, mas ainda têm um sabor amargo para pequemos produtores rurais que foram destituídos de suas terras. As propriedades foram incorporadas ao empreendimento portuário e atualmente são alugadas pela Pumo Logística a terceiros, gerando lucros superiores a R$ 250 milhões/ano, enquanto que os espoliados não receberam um único centavo a título de desapropriação.
“A história só se repete como farsa”, dizia Karl Marx. Na cidade de Macaé, no entanto, a farsa ensaia se repetir com o propagado porto do Barreto, iniciativa de empresários gananciosos que tentam utilizar-se desta promessa para pautar um novo zoneamento urbano para cidade. Tudo para favorecer seus interesses. Na verdade, buscam mais uma vez a espoliação fundiária, como tão bem definiu o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski em entrevista a edição recente da revista VIU!.
O porto do Barreto é uma falácia que só encontra acolhida em figuras destituídas de votos, carentes de credibilidade e nutridas de interesses inescrupulosos. Macaé é um patrimônio de seu povo, de toda uma comunidade que fez desta cidade um centro catalizador de multiplicidade étnica, racial, cultural e religiosa.
Contra os manobristas, bastam os fatos. É só analisar a vida pregressa dos homens que operam nos subterrâneos para impor negócios vendendo ilusões. Nesta terça-feira (6) a Câmara de Vereadores macaense realiza mais uma audiência pública para debater o zoneamento urbano. Será um grande momento para a comunidade armar as ratoeiras.








