Comissão entrega documento ao presidente da Casa, Eunício Oliveira, e diz que projeto enfraquece “pessoas simples e pobres”;
Da redação
Uma comissão formada por 17 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) entregou ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), nesta quinta-feira (25) um documento de seis páginas com críticas à proposta de reforma trabalhista em tramitação na Casa.
Segundo o ministro Maurício Godinho Delgado, o documento traz considerações jurídicas feitas com base em um estudo elaborado por esse grupo de ministros.
NA IMAGEM ACIMA Brasília – O presidente do Senado, Eunício Oliveira, com os ministros do Tribunal Superior do Trabalho nesta quinta-feira (25). Foto: Agência Brasil
“Trouxemos um documento técnico, de colaboração para o trabalho do Senado que aponta no direito individual do trabalho uma série de medidas que reduzem imediatamente, e também em médio prazo, uma série de direitos consagrados na legislação atual”, afirmou o magistrado.
Na avaliação da maioria dos ministros do TST, a proposta em discussão, já aprovada pela Câmara dos Deputados, “desestimula ou fecha de maneira muito forte” o acesso de pessoas simples e pobres do país à jurisdição.
Outra crítica dos ministros é que o texto da reforma “retira direitos e aumenta desproporcionalmente o poder empresarial e do empregador nas relações de emprego, além de desvirtuar a negociação coletiva trabalhista e enfraquecer o sindicalismo no país”.
Para Godinho, o projeto também retira direitos na negociação coletiva trabalhista. “Em vez de a negociação coletiva trabalhista ser um instrumento de elevação das condições de trabalho na vida social, passa a ser um instrumento de piora das condições de trabalho e, naturalmente, isso fere toda a história do direito do trabalho”, disse.
O governo trabalha para aprovar a reforma no Congresso Nacional e argumenta que as mudanças vão modernizar as relações de trabalho e gerar mais empregos no país.
*EBC








