Previsão da OIT estima que só até o final deste ano um milhão de trabalhadores deve sair do mercado de trabalho;
Da redação
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que cerca de um milhão de pessoas ficará sem emprego na América Latina e no Caribe ao longo deste ano. Os números podem elevar a estatística para mais de 26 milhões de desempregados na região.
De acordo com a agência EFE, as previsões entidade indicam que a taxa de desemprego na região latino-americana poderia aumentar de 8,1% a 8,4%, devido ao débil crescimento projetado para as economias da região.
“São as taxas mais altas da última década”, destacou ontem (25) o diretor da OIT para América Latina e Caribe, José Manuel Salazar.
Salazar comentou que o crescimento de 1,1% calculado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) para a região “não será suficiente para mudar o rumo das tendências negativas no mercado de trabalho”.
“Depois de um abrupto aumento na média regional do desemprego em 2016, se prevê que 2017 termine com um novo aumento”, observou.
“À medida que vai transcorrendo o ano, os indicadores e prognósticos confirmam que a situação trabalhista está se tornando mais preocupante”, acrescentou.
Salazar ressaltou que, ainda que o comportamento dos países seja heterogêneo e em alguns inclusive possa diminuir a taxa de desocupação, a média regional reflete uma realidade em que “em 2016 houve aumentos na taxa de desemprego em 15 dos 21 países onde se têm dados”.
O diretor regional da OIT alertou ainda que o aumento do desemprego pode acarretar um novo crescimento do trabalho informal, situação de 134 milhões de latino-americanos, além de quedas nos salários e um aumento do trabalho por conta própria.
Salazar destacou também a necessidade de “ligar novos motores de crescimento” para enfrentar, com novas políticas, os “múltiplos desafios apresentados por este cenário para os países”.
“O mau desempenho nos mercados de trabalho dos últimos anos não poderá ser revertido de maneira fundamental sem grandes esforços em matéria de desenvolvimento produtivo, inovação e talento humano”, concluiu Salazar.
*Agência VIU!








