A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que taxas acima de 300 casos por 100 mil habitantes indicam uma situação epidêmica de alguma doença. Atualmente, o município do Rio possui regiões que registram quatro vezes ou mais que esse valor em relação à dengue.
A região que compreende bairros como o Centro, Rio Comprido, São Cristóvão e Santa Teresa, por exemplo, apresenta taxa de 1.364,20. Já a área que compreende Santa Cruz, Paciência e Sepetiba tem taxa de incidência de dengue de 1.355,37.
A área com bairros como Santíssimo e Campo Grande possui a maior taxa: 1.737,53, quase seis vezes maior que o marco inicial da OMS para que a doença seja considerada uma epidemia. Essa mesma região é a que registrou mais casos de dengue desde o início do ano. Bairros que tiveram alagamentos, como Guadalupe, Jardim América e Acari, também registraram pico de incidência, informa o secretário de Saúde da cidade, Daniel Soranz.
O secretário informou, na manhã do último sábado, que o Rio havia atingido o recorde de número de casos registrados em um dia do mês de março. Foram 2.017 casos de dengue oficializados. O município tem, ao todo, 56.928 casos desde o início do ano, dado que representa cerca de 53% do montante total do Estado.
— Foi o dia com maior incidência desse mês. A tendência é um crescimento do número de casos nos meses de abril e maio, que é um período em que a maioria das cidades brasileiras tem um aumento de casos, um pico da incidência da doença. Nessa semana, foi o maior número de casos. É uma preocupação muito grande — aponta Soranz, informando que janeiro e fevereiro tiveram dias que registraram ainda mais casos.
Ao todo, existem 11 polos de atendimento especializados para a dengue na cidade do Rio. De acordo com Soranz, caso os números continuem crescendo, mais unidades poderão ser abertas.
— Cada polo tem capacidade de atender 120 pacientes por dia. Se for necessário, a gente planeja abrir mais quatro polos de dengue se os números continuarem aumentando.
Com informações do Jornal O GLOBO.








