Eduardo Sobreira Moraes, de 47 anos, foi preso nesta terça-feira (5) suspeito de participar da morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O crime ocorreu na semana passada, no Centro do Rio de Janeiro.
O suspeito se entregou na Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, e foi levado para prestar depoimento. Eduardo é apontado pela polícia como o responsável por seguir os passos de Rodrigo, assassinado a tiros à luz do dia, no meio da rua, perto do escritório em que trabalhava.
Agora são três os presos apontados pela polícia como participantes na morte do advogado: além de Eduardo, estão detidos o policial militar Leandro Machado da Silva e Cezar Daniel Mondego de Souza.
A polícia investiga o caso como execução e ainda não sabe quem atirou em Rodrigo.
Quem são os investigados:
- Cezar Daniel Mondego de Souza: apontado como responsável por monitorar a vítima. Tinha cargo comissionado com salário de até R$ 6 mil na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).
- Eduardo Sobreira Moreira: também é suspeito de vigiar os passos da vítima até a execução.
- Leandro Machado da Silva: policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. É apontado como segurança de Vinícius Drumond, filho do contraventor Luizinho Drumond.
Saiu para comprar gelo e sumiu
Segundo a irmã de Eduardo, que prestou depoimento na delegacia e o reconheceu nas filmagens, o suspeito estaria organizando, no sábado (2), um churrasco para comemorar o seu aniversário no domingo (3).
Durante a organização do evento, Eduardo foi informado da apreensão do Gol branco que ele dirigiu para monitorar o advogado. O veículo foi apreendido em Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
Eduardo Sobreira, então, disse para a irmã que iria na rua comprar gelo, saiu e não voltou mais.
Desde então a localização de Eduardo Sobreira passou a ser desconhecida pela polícia até se entregar na tarde desta terça. Durante as buscas de segunda-feira (4), os agentes não encontraram qualquer informação sobre seu paradeiro.
Carros iguais
De acordo com as investigações, pelo menos 2 veículos participaram da emboscada a Crespo. Os carros tinham as mesmas características: eram Gols brancos. No último sábado (2), um dos veículos utilizados no homicídio foi apreendido em Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
Segundo a polícia, Eduardo foi o responsável por vigiar e monitorar a vítima com um dos veículos. Na manhã do dia 26, Eduardo seguiu Crespo desde o momento em que o advogado saiu de casa, na Lagoa, Zona Sul do Rio, até chegar ao trabalho, no Centro da cidade.
Já o PM Leandro teria, também de acordo com a polícia, cuidado diretamente dos veículos usados na ação, tendo inclusive alugado um deles.
Motorista flagrado por câmeras
No dia do crime, Rodrigo saiu de casa, na Fonte da Saudade, na Lagoa, Zona Sul do Rio, pela manhã. Ele foi para o Centro da cidade em um carro de aplicativo e chegou ao escritório às 11h11 sem saber que estava sendo seguido de perto por um dos suspeitos pelo crime.
O Gol conduzido por Eduardo o acompanhou durante todo o trajeto e permaneceu estacionado na Avenida Marechal Câmara até as 14h27, quando cedeu a vaga a outro veículo da mesma marca e cor, placa RTP-2H78. Nele, estava o assassino.
Através da rota de fuga do primeiro veículo, os investigadores começaram a descobrir detalhes sobre o assassinato.

Após a rendição, Eduardo seguiu no carro pela Avenida Franklin Roosevelt, pegou a Avenida Antônio Carlos e foi em direção ao Aterro do Flamengo. Na região, passou devagar por um posto de gasolina. E a polícia identificou a placa do veículo: RKS-6H29.
Com a informação, os investigadores passaram então a detalhar as rotas feitas pelo carro e a analisar câmeras próximas à residência de Rodrigo.
O veículo, que pertence a uma locadora de automóveis, na Taquara, foi devolvido no último dia 29, três dias após o crime. Quando os policiais o encontraram, ele já havia sido alugado por outra pessoa na sexta-feira (1).
Com informações do g1.








