A corrupção no dia a dia: no Brasil, políticos, magistrados e promotores sempre exibiram padrão de vida acima de seus rendimentos; eleitor vende voto ou troca por nomeação em cargos comissionados;
Só existe governo corrupto, quando os podres (executivo, legislativo e judiciário) que deveriam ser independentes, porém harmônicos, são cúmplices, a imprensa conivente e a sociedade passiva. Esses ingredientes modelaram o Brasil como ele é: um país culturalmente corrupto em todas as camadas sociais, mas onde todos se dão ao direito de apontar a corrupção que mora ao lado, ignorando os desvios de conduta dentro do próprio quintal.
Assim, os companheiros petistas se veem no direito de receber propina em nome da causa, o tucano considera legítimo receber dinheiro para comprar alpiste (comida de passarinho) e a mulher do magistrado boleiro ou prevaricador faz ostentação em passeatas pela moralização do país.
A corrupção que brota dos subterrâneos do poder nas delações premiadas dos executivos do grupo JBS revela muito pouco do que todo mundo já sabia e fingia que não via.
Políticos, magistrados, promotores e outras autoridades neste país sempre exibiram padrão de vida muito acima dos seus rendimentos. O eleitor sempre vendeu voto ou trocou por nomeações em cargos de confiança. A imprensa, de uma forma geral, sempre nadou em verbas publicitárias milionárias dos cofres públicos e de grandes empresas privadas em troca do silêncio.
É triste constatar, mas estamos num país de canalhas. Aqui, como definiu o síndico Tim Maia, “prostituta se apaixona, traficante se vicia e pobre é de direita”.








