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EUA vetam proposta brasileira de corredor humanitário

A Polícia Nacional da Espanha libertou nesta quarta-feira cinco brasileiras mantidas em cárcere privado e exploradas sexualmente na cidade de Alicante, cidade portuária. As vítimas de tráfico humano chegaram ao país europeu enganadas. Elas foram atraídas por uma quadrilha e viajaram sob a promessa de que trabalhariam na área de limpeza, mas acabaram sendo forçadas a se prostituir para pagar a dívida que haviam contraído com os criminosos. A operação foi realizada com a colaboração da Polícia Federal do Brasil. "Elas chegaram à Espanha enganadas para trabalhar como faxineiras, porém, uma vez em nosso país, foram forçadas à prostituição para pagar a suposta dívida que haviam contraído na viagem", informou a polícia espanhola. As vítimas também viajavam para o país europeu acreditando que teriam o processo de regularização pagos, o que não aconteceu. Ao todo, cinco pessoas foram presas por formação de organização criminosa dedicada à exploração sexual. A quadrilha exercia um "controle rigoroso" sobre as mulheres por meio de um circuito de câmeras de videovigilância instaladas no bordel, onde elas tinham que trabalhar. As vítimas eram exploradas sexualmente 24 horas por dia, sem poder recusar nenhum cliente e não tinham direito a descanso. As brasileiras também precisavam pagar aluguel, comida e até água. "Os membros da organização aproveitaram as crenças religiosas das vítimas para, através de rituais, altares e oferendas, conseguirem lealdade absoluta aos líderes da organização", acrescentou a polícia da Espanha. Com informações do Jornal O GLOBO

redacao Por redacao
18/10/2023 - 15:00
em Mundo
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proposta brasileira na ONU

Com veto dos EUA, proposta brasileira é rejeitada na ONU. — Foto: GloboNews/Reprodução

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Com veto dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta quarta-feira (18) o texto proposto pelo Brasil sobre a guerra entre Hamas e Israel.

Atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil havia elaborado uma resolução que seria a primeira manifestação formal do órgão da ONU diante do novo conflito no Oriente Médio.

Mas os EUA votaram contra a proposta. Como o país tem poder de veto (leia mais abaixo), o texto foi integralmente reprovado, e agora uma nova versão será elaborada, ainda sem prazo, segundo o Itamaraty.

Doze países, entre eles a China, votaram a favor do texto brasileiro. Foram eles:

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Brasil;
China;
França
Albânia;
Equador;
Gabão;
Gana;
Japão;
Malta;
Moçambique;
Suíça e
Emirados Árabes Unidos

Dois países – a Rússia e o Reino Unido – se abstiveram, e apenas os Estados Unidos votaram contra.

O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, criticou o veto dos EUA – há dias, o Itamaraty vinha tentando convencer Washington a apoiar seu texto – e se disse “profundamente triste e decepcionado”.

“Nós trabalhamos intensamente para construir uma posição conjunta, fazendo esforço para acomodar posições diferentes, às vezes opostas”, disse Danese. “Nossa resposta era robusta, e estamos gratos a todos os membros do Conselho que se juntaram a nós e que demonstraram um sincero desejo de multilateralismo. Mas, mais uma vez, tristemente o Conselho não conseguiu adotar uma resolução em relação à situação palestina. De novo, o silêncio prevaleceu. Nós estamos profundamente tristes e decepcionados”.

Após a votação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, argumentou que seu país ficou “desapontado” pelo fato de o texto não mencionar o direito de autodefesa de Israel.

“Não poderíamos aprovar essa resolução assim. (…) E nossa diplomacia está sendo feita em campo”, disse a embaixadora, em referência à viagem que Joe Biden fez nesta quarta-feira a Israel.

O texto brasileiro condenava os ataques terroristas do Hamas e cobrava de Israel – sem mencionar o nome do país – o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

A rejeição dos EUA também veio depois de a Rússia propor mudanças para o texto brasileiro. O embaixador russo na ONU exigiu a inclusão de um pedido de cessar-fogo imediato, o que Washington é contra.

Para tentar angariar o apoio dos EUA, o texto final do Brasil não mencionava diretamente um pedido de cessar-fogo, mas falava de “encorajar esforços para cessar hostilidades para assegurar a proteção de civis tanto em Israel quanto no território palestino ocupado”.

Mas a proposta russa, que seria uma alternativa à proposta do Brasil, foi vetada já no início da semana.

A votação do texto elaborado pelo Brasil havia sido adiada duas vezes. Na primeira delas, na segunda-feira (16), os países pediram mais tempo para chegar a um consenso. O Itamaraty chegou a costurar apoio com embaixadores de outros países.

A votação foi então remarcada para terça-feira (17), mas o bombardeio a um hospital na Cidade de Gaza, que deixou quase 500 mortos, fez o conselho adiá-la novamente.

Apesar de a maioria dos países terem votado a favor, a proposta do Brasil acabou rejeitada porque os Estados Unidos são um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, ao lado de China, Reino Unido, França e Rússia.

E, pelas normas do conselho, esses cinco países têm poder de, sozinhos, vetar totalmente uma proposta, independentemente do número de votos favoráveis a ela.

Com informações do g1.

Tags: #Guerra em IsraelHamasONU
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