O novo uniforme três do Fluminense, lançado nesta quarta-feira pela Umbro, está causando polêmica nas redes sociais. Não pela estética. É ponto pacífico que a camisa verde e rosa é uma das mais bonitas feitas pelo tricolor. Mas o que deveria ser apenas uma homenagem a Cartola, o icônico sambista mangueirense e torcedor do clube das Laranjeiras, que completaria 115 anos hoje, se transformou num debate sobre o uso da imagem de Dona Zica, esposa do cantor.
O casal mais representativo da Mangueira dividia o amor pela escola de samba, mas não pelo time de futebol. Enquanto Cartola era tricolor de carteirinha, Dona Zica era conhecidamente rubro-negra. É esse o ponto das críticas de alguns torcedores, de clubes distintos, nas redes sociais.
No vídeo promocional do lançamento da camisa, dois atores representam Cartola e Dona Zica em sua casa no Morro da Mangueira. Ao som do clássico samba “Corra e Olhe o Céu” — cuja letra está escrita na frente e nas costas do uniforme com a fonte inspirada na grafia do compositor —, o mangueirense aparece, na janela, ao lado da esposa, que veste a nova camisa verde e rosa do Fluminense.
Alguns perfis no X (ex-Twitter) acharam desrespeitoso com a memória de Dona Zica, que era rubro-negra.
“Muito bonita a camisa, a homenagem e o vídeo, mas é um absurdo q um filme institucional coloque a Dona Zica da Mangueira, companheira de vida do Cartola e flamenguista roxa, como tricolor. É de um desrespeito à memória dela, sabe?”, diz o perfil de uma torcedora vascaína.
Outros perfis saíram em defesa do vídeo e argumentaram que o debate está sendo baseado apenas em clubismo.
O Fluminense afirmou que “trata-se de uma licença poética em homenagem ao Cartola, um dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira”.
Camisas esgotadas
Apesar da discussão, a camisa já pode ser considerada um sucesso. Alguns modelos já estão esgotados na loja virtual do Fluminense. Além das cores verde (predominante) e rosa e da letra da canção estampada no uniforme, há outras referências ao poeta da Mangueira.
Uma etiqueta exclusiva foi desenvolvida para a coleção. Localizado na barra da camisa, o selo traz um icônico desenho do artista com a camisa tricolor, cercado pelo nome “Mestre Cartola” em fonte estilizada. A peça também tem o nome Cartola estilizado com elementos do Fluminense na parte interna da gola.
Cartola nasceu e viveu no bairro do Catete, na Zona Sul do Rio, até os 8 anos. Depois, ele se mudou para Laranjeiras, onde sua conexão com o clube cresceu. Mais tarde, ele foi morar no Morro da Mangueira, onde fundou uma das principais escolas de samba do país.
Com informações do Jornal O GLOBO.







