Prefeitura retém repasses dos subsídios da tarifa social; atraso nos salários dos rodoviários chega a três meses;
Da redação
A crise nos transportes coletivos de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, já paralisou 100% da frota de duas empresas nesta segunda-feira (9). Rodoviários Rogil e São João denunciam três meses de atrasos nos salários.
O atraso é decorrente da falta de repasses dos subsídios da tarifa social por parte da Prefeitura. Sem os repasses, as empresas estariam sem condições de honras com a folha de pagamento.
Os rodoviários acreditam que o movimento deve provocar a paralisação de todas as empresas ainda nesta segunda-feira, incluindo a Cordeiro e Jacarandá, as únicas que estariam com salários em dia, mas os coletivos deverão ser recolhidos às garagens para evitar represálias.
A crise no transporte atinge cerca de 100 mil passageiros, que agora só têm como opção de mobilidade as lotadas clandestinas em carros de passeio ou vans. Até recentemente a cidade mantinha um programa de passagem social a R$ 1. O prefeito Rafael Diniz (PPS), que assumiu o governo em janeiro elevou o preço da tarifa para R$ 2.75 e para janeiro a previsão é de que as empresas passagem a cobrar tarifa de R$ 3.
*Agência VIU!








