Previsões do físico Stephen Hawking são possíveis em um futuro próximo, diz astrônomo da Uenf;

Uma reportagem do jornal The Sunday Times revelou que o físico britânico Stephen Hawking, antes de morrer, manifestou preocupações sobre o futuro e os perigos que a humanidade pode vir a enfrentar em breve.

No último livro do cientista “Brief Answers to Big Questions” (“Breves Respostas para Grandes Questões”, em tradução livre) publicado em 16 de outubro, Hawking responde a perguntas essenciais do nosso tempo.

Em particular, o físico supõe que, um dia, as pessoas ricas começarão a modificar o DNA para melhorar suas capacidades corporais. Assim, Stephen Hawking espera que, devido ao aparecimento de “super-humanos”, pessoas comuns venham a formar uma casta separada e, em seguida, desaparecerão completamente da Terra.

Para o físico e astrônomo Marcelo Souza, professor da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), as previsões de Hawking podem se tornar realidade.

“A Terra tem recursos limitados e pode chegar um momento em que a gente tenha algum efeito danoso aqui na superfície da Terra que torne difícil a sobrevivência das pessoas. Isso aconteceu em vários momentos da vida do planeta. Então há sempre uma preocupação de buscar uma outra morada para os seres humanos, se essa alteração no DNA permitir que o ser humano sobreviva neste tipo de ambiente hostil, o ser humano poderia começar a ocupar esses planetas”, comentou.

Outra angústia que Stephen Hawking tinha era sobre o potencial que a Inteligência Artificial tem de superar a inteligência humana. “Tenho medo de a inteligência artificial ser capaz de substituir as pessoas”, Hawking confessou em entrevista ao jornal Wierd, adicionando que chegará um dia quando os programas conseguirão se reproduzir e, assim, se tornarão mais inteligentes do que os humanos.

Marcelo Souza disse que isso é possível ocorrer e citou um experimento feito pelo Facebook com dois robôs eram colocados para fazer uma negociação. A dupla de robôs conseguiu desenvolver um sistema próprio de comunicação através de um código. Em seguida, o experimento foi abandonado.

“Não se sabe realmente se chegou em um nível de inteligência deles terem contato só entre eles e a partir daí desenvolverem um sistema de comunicação próprio ou se foi algum bug, mas na dúvida foi cancelado o experimento”, contou.

Apesar das previsões de Hawking serem alarmistas, Marcelo Souza disse que elas são “uma imagem de um futuro próximo, mas não é para já”.

O físico britânico morreu no dia 14 de março, em Cambridge. Os restos mortais de Stephen Hawking foram enterrados na Abadia de Westminster, ao lado de cientistas como Isaac Newton, Charles Darwin, J.J Thompson e Ernest Rutherford.

*Sputnik Brasil

 

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