Morte de adolescente de 14 anos obriga plataforma a adotar novos algoritmos para evitar cenas de autoflagelação; Leia mais:

Da redação | Foto: Freesthock.org

Depois da morte de uma adolescente de 14 anos, o Instagram vai adotar algoritmos para inibir propagação de imagens que estimulem a autoflagelação e o suicídio.

“Imagens de pessoas se machucando, como atos de cortar partes de corpo, serão proibidas na rede social”, diz reportagem da Agência Brasil.

ENTENDA O CASO

Em janeiro deste ano, uma adolescente de 14 anos cometeu suicídio no Reino Unido, gerando questionamentos sobre o papel do Instagram, devido a presença de conteúdos mostrando formas de autoflagelação e relacionados ao suicídio no perfil da moça. O pai da jovem responsabilizou diretamente a plataforma.

Além disso, outros conteúdos relacionados a essas práticas, inclusive textos, não serão disponibilizadas nas buscas. Essas mensagens, contudo, não serão removidas das redes sociais.

O Instagram justificou que a publicação dessas mensagens pode ter um papel de expressão em pessoas que estejam convivendo com sofrimento e sentimentos como esses.

Antes, a plataforma já proibia conteúdos que promovessem essas práticas. Mas permitia mensagens relacionadas à admissão delas (como uma pessoa relatando um desejo ou uma tentativa), como forma de alertar amigos e familiares para reagir e prestar apoio.

DIÁLOGO COM ESPECIALISTAS

Segundo o Facebook, empresa controladora do Instagram, as mudanças foram formuladas a partir do diálogo com especialistas no tema, de diferentes países.

Eles teriam indicado o efeito negativo da circulação de imagens de práticas de autoflagelação, como cortes. Elas “podem ter um potencial de promover não intencionalmente a autoflagelação, mesmo quando são compartilhadas no contexto da admissão da prática ou no caminho para uma recuperação”, explicou o diretor global de Segurança do Facebook, Antigone Davis.

 

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