Quadrilha é apontada como responsável por roubos de informações financeiras e identidades; grupo chegou faturar US$ 530 milhões;

Da redação

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos prendeu nesta quarta-feira (7) 36 pessoas (cinco delas norte-americanas) acusadas formalmente por vínculos com uma organização criminosa dedicada ao roubo de identidades e informações financeiras “em larga escala” na internet.

As autoridades informaram que foram detidas 13 pessoas no país e no exterior. As prisões também ocorrem na Austrália, Reino Unido, França, Itália, Kosovo e Sérvia, enquanto os outros acusados têm paradeiro desconhecido.

“As imputações e detenções de hoje supõem uma das maiores investigações já feitas sobre um grupo dedicado à fraude cibernética”, disse John P. Cronan, procurador adjunto interino da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA, em um comunicado.

Cronan acrescentou que esta organização, chamada Infraud Organization, “causou mais de US$ 530 milhões em perdas a consumidores, empresas e instituições financeiras” e operava com o objetivo “de gerar fraudes cibernéticas em grande escala”.

A acusação, apresentada em Las Vegas, destacou como líder da organização o ucraniano Svyatoslav Bondarenko, de 34 anos. A Infraud dirigia o trânsito da rede e potenciais compradores a sites de venda gerenciados por seus membros, que serviam como canais para traficar identidades, informações financeiras e bancárias roubadas.

ENTENDA O CASO

Ao todo, foram identificadas 36 pessoas como participantes da Infraud, uma rede internacional de cibercriminosos que vendeu identidades roubadas, informações bancárias e vírus de computador.

Esta organização operava sob o slogan “In Fraud We Trust” (Na fraude nós acreditamos) e foi lançada em 2010 pelo ucraniano Svyatoslav Bondarenko como um fórum de discussão online. Todos os integrantes ​​são acusados ​​de roubo de identidade, fraude bancária, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

“A acusação e as prisões marcam um dos maiores processos de ciberfraude empreendidos pelo Departamento de Justiça”, afirmou o procurador-geral adjunto John Cronan, em um comunicado. “Como alegado na acusação, a Infraud operou como uma empresa para facilitar a ciberfraude em uma escala global. Seus membros alegadamente causaram mais de US$ 530 milhões em perdas reais para consumidores, empresas e instituições financeiras — e eles planejavam chegar a US$ 2,2 bilhões”.

Dos 36 acusados, as autoridades apenas apreenderam 13, oito dos quais devem ser extraditados da Austrália, França, Itália, Reino Unido, Kosovo e Sérvia. Os outros cinco foram presos nos EUA. O russo Sergei Medvedev, co-fundador da organização, estava entre os detidos.

Os envolvidos sob custódia “mantiveram papéis definidos” na organização que incluíam o gerenciamento das operações do dia-a-dia, aprovando e acompanhando a adesão, vendendo produtos e serviços ilícitos aos membros da Infraud e usando o chamado fórum de discussão para coletar informações fraudulentas. Na acusação, os promotores declararam que os membros da organização roubaram as informações da conta do PayPal de cerca de 1.300 indivíduos e venderam mais de 795.000 contas bancárias do HSBC.

“Organizações cibernais criminosas como a Infraud ameaçam não apenas os cidadãos dos EUA, mas as pessoas em todos os cantos do mundo”, disse Derek Benner, encarregado de uma divisão de investigações para a segurança doméstica americana, em um comunicado separado. “As ações de hackers de computadores não só prejudicam inúmeros americanos inocentes, como representam ameaça ao nosso sistema financeiro e comércio global “.

Os cinco americanos que foram detidos podem pegar mais de 30 anos de prisão se forem condenados, informou a CNET.

*Agência VIU!

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