VÍDEOS | Saiba sobre os deputados suspeitos de eliminar provas na véspera da Operação; Tinha até investigado bem trajado e com diploma esperando a PF chegar:

Fonte: SBT Rio | Youtube

Há fortes indícios de vazamento de informações na Operação Furna de Onça, antes de sua deflagração na quinta-feira (8). De acordo com despacho do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Abel Gomes, no dia da Operação tinha investigado devidamente vestido para recepcionar os agentes da Polícia Federal nas primeiras horas da manhã.

Esse foi o caso, por exemplo, do secretário do governo Pezão, Affonsso Henriques Monerrat, que às 6h, “já estava acordado, socialmente vestido e com diploma de curso superior para apresentar aos policiais”.

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A Operação Furna de Onça investiga a participação de 65 deputados estaduais no esquema de corrupção operado a partir do governo Sérgio Cabral. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), só o mensalinho para os parlamentares do esquema teria movimentado mais de R$ 54 milhões. O dinheiro era repassado por operadores financeiros e doleiros.

Fonte: SBT Rio – Youtube

No parlamento estadual, segundo as investigações, funcionava o “núcleo parlamentar” da organização criminosa, que era mantida com pagamento de propina e loteamento de cargos na administração, principalmente no Detran, mas já existe elementos de convicção de que o loteamento se dava também em outros setores, como Faetec, Fundação Leão XIII e até na Fundação da Infância e da Adolescência (FIA).

Além dos parlamentares, também são investigados assessores de gabinetes, integrantes da administração estadual, incluindo autarquias e funcionários de empresas terceirizadas.

DEPUTADO CORONEL JAIRO FUGIU DOS GRUPOS DE WHATSAPP

Outro caso que que levanta suspeita sobre vazamento de informação, é o episódio envolvendo a prisão do deputado Coronel Jairo (Solidariedade). Com ele foi encontrado um único computador com todas as mídias apagadas. Na véspera da Operação, o parlamentar e a filha saíram de todas as mídias sociais, inclusive do Whatsapp.

Outro que também teria conseguido eliminar provas, foi o deputado Chiquinho da Mangueira.

Já o deputado Paulo Melo (MDB), manuscritos apreendidos comprovam que ele conseguia orientar assessores de dentro da cadeia e alguns que foram presos na Operação Cadeia Velha, mas que gozavam de relaxamento da medida, foram novamente presos na Furna de Onça por tentar ocultar provas e dinheiro. Este foi o caso dos irmãos Andreia Cardoso do Nascimento e Fabio Cardoso do Nascimento.

Esses indícios de vazamento de informações e as tentativas de ocultação de provas foram determinantes para que o desembargador Abel Gomes acolhesse o pedido do MPF para transformar a prisão provisória da maior parte dos investigados em prisão preventiva.

DEPUTADOS EM PREVISÃO PREVENTIVA

André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB). Também estão em prisão preventiva Jorge Picciani (domiciliar), Paulo Melo e Edson Albertassi, que já estavam em confinamento.

O deputado Marcelo Simão (PP) não ficará preso, mas será submetido a medidas restritivas. Estará proibido, por exemplo, de entrar no prédio da Alerj. O ex- presidente do Detran-RJ, Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinícius Farah também tiveram prisão relaxada.

OUTROS INVESTIGADOS EM PRISÃO PREVENTIVA

Affonso Henrique Monnerat, secretário de Governo; O vereador Daniel Martins (PDT);Carla Adriana Pereira, diretora de Registros do Detran; Assessores Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, José Antonio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta.

 

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