Conheça as acusações contra Claudio Lopes, o ex-procurador delatado como beneficiário das propinas do ex-governador Sérgio Cabral:

O ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, foi preso na noite desta quinta-feira (8). Ele é investigado pelo Ministério Público Estadual (MP-RJ), por suspeita de receber propina para “blindar” a organização chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral.

Claudio Lopes foi preso em sua casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Um suposto esquema envolvendo Lopes e Cabral consta na delação de Carlos Miranda – o mesmo operador do ex-governador, cujo testemunho desencadeou a Operação Furna da Onça nesta quinta-feira.

O MPRJ fez a denúncia no início de outubro contra quatro envolvidos em esquema comandado pelo ex-governador – entre eles, o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes.

Além de Cabral e Lopes, foram denunciados o ex-secretário de Governo, Wilson Carlos, e Sérgio de Castro Oliveira , conhecido como Serjão.

Os quatro são acusados por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, além de e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012. O processo está sob sigilo.

O QUE DIZ O DELATOR SOBRE PAGAMENTO DE MESADA A CLAUDIO LOPES

Segundo as delações de Carlos Miranda, o ex-procurador recebia uma mesada do ex-governador Sérgio Cabral. O operador que pagava a propina relata que, no fim de 2008, durante a campanha de para procurador-geral, Wilson Carlos, então secretário de governo, e Sérgio Cabral, pediram que ele separasse R$ 300 mil para entregar a Lopes, que disputava o cargo. O valor deveria ser supostamente gasto na campanha.

O delator afirma que os recursos solicitados foram separados e entregues a Sérgio de Castro Oliveira, o Serjão, outro operador financeiro do grupo de Cabral, para entrega a Wilson Carlos, que ficou encarregado de repassar a Cláudio Lopes.

VITÓRIA NA DISPUTA PELA PROCURADORIA E PROMESSAS DE COMBATER A CORRUPÇÃO

Claudio Lopes venceu a eleição e tomou posse como procurador-geral de Justiça em janeiro de 2009, prometendo combater a corrupção.

Carlos Miranda relatou na delação que mesmo depois de assumir o cargo, Claudio Lopes continuou a receber uma mesada do ex-governador Sérgio Cabral.

Durante a gestão de Cláudio Lopes, investigações importantes ligadas ao ex-governador não foram adiante. Entre elas, a contratação do escritório de advocacia da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, por concessionárias do estado e o empréstimo do jatinho do empresário Eike Batista ao então governador para uma viagem a Bahia, onde foi comemorado o aniversário do empreiteiro Fernando Cavendish.

 

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