Guerra interna lança ofensiva para constranger o novo Superintendente Felício Laterça;

Da redação

A Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro é palco de uma guerra interna. O estopim foi a escolha do delegado de Macaé-RJ, Felício Laterça (foto), para comandar o órgão. Desde a nomeação, setores da imprensa carioca estão recebendo dossiês sobre o novo chefão. É um verdadeiro festival, que visa mais criar constrangimentos do que propriamente punir ou apontar ilícitos. O site O Antogonista afirmou nesta segunda-feira (01) que a nomeação será revista.

Outro capítulo da sublevação é a entrada do Ministério Público Federal (MPF) como coadjuvante na novela. A promotoria abriu investigação para apurar as relações de Laterça com o governo municipal de Macaé-RJ, que há mais de uma década, cedeu um prédio para instalação da PF na cidade. Apura também a nomeação de um irmão do delegado na administração estadual e de uma irmã no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Nada de novo no reino da Dinamarca. Na mesma cidade de Macaé, a prefeitura doou terreno ao Tribunal de Justiça (TJ-RJ) para construção da sede do Fórum da Comarca local, assim como ao Ministério Público Estadual. Isso na administração Sílvio Lopes (PSDB).

Na cidade de Campos dos Goytacazes, a delegacia da Polícia Federal foi instalada em prédio cedido pela Prefeitura local no governo Arnaldo Vianna e o delegado Paulo Cassiano Júnior tem irmãos nomeados na administração do atual Prefeito Rafael Diniz  (PPS), assim como teve irmãos e pai nomeados na administração da ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR). Qual o crime nessa história? Nem um. E o que o Ministério Público Federal fez? Nada, até porque não tinha o que fazer.

A briga atualmente é política. Há quem diga que há delegados encarando a nomeação de Laterça como uma tentativa de frear a Lava Jato no Rio de Janeiro. Em recente encontro com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o diretor-geral do órgão, Fernando Segóvia, padrinho da nomeação, anunciou a meta de encerrar todos os inquéritos da Lava Jato até o final do ano. Mexeu em ninho de “lamparão”.

 

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