Emissora britânica fura o cerco da censura imposta pelo judiciário brasileiro e consegue obter entrevista com o ex-presidente que está preso em Curitiba; Leia mais:

A BBC de Londres conseguiu romper o cerco da censura imposta pelo judiciário brasileiro e obteve uma entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi por meio de carta, o que pode se definir com “entrevista postal”.

“Bolsonaro venceu apenas porque não competiu contra mim”, disse o ex-presidente no manuscrito que fará parte de um documentário produzido pela rede britânica.

Há uma percepção por parte da mídia internacional que o Brasil vivencia uma ditadura do poder judiciário e Lula tem a imagem sacralizada como preso político. Ele está confinado em Curitiba desde abril. Na entrevista o ex-presidente afirma que sua detenção tem motivação política, tendo funcionado como artifício para impedir que disputasse sucessão presidencial.

“Eu fui condenado por ser o presidente de maior sucesso da República e aquele que fez mais pelos pobres”, diz Lula, fazendo referência aos altos índices de popularidade registrados quando encerrou o mandato em 2011.

O QUE LULA FALOU SOBRE A CONDENAÇÃO

O juiz Sérgio Moro, que presidiu o processo contra Lula em primeira instância, atualmente foi anunciado como ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Ele é apontado como um dos elementos na trama.

“[O juiz] Moro sabia que, se agisse de acordo com a lei, teria que absolver-me e eu seria eleito”, afirmou.

O PT chegou a lançar o nome de Lula na disputa presidencial, mas o registro foi vetado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes do indeferimento, mesmo estando preso, as pesquisas de intenção de votos o apontavam com 20 pontos de vantagem em relação a Jair Bolsonaro.

Após a decisão do TSE, o PT lançou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, Ele obteve 45% dos votos, contra 55% do presidente eleito.

ENTENDA A CONDENAÇÃO DO EX-PRESIDENTE

O ex-presidente Lula foi sentenciado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas as investidas do Ministério Público e do Judiciário podem aumentar a pena, porque ainda existem vários processos em andamento. A condenação se dá com base apenas em delações premiadas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente, mas a pauta foi interrompida em função de um pedido vista do ministro Gilmar Mendes.

*Agência VIU!

 

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