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Operação O Quinto do Ouro iniciada nesta quarta-feira (29/03) no Rio de Janeiro derruba o “mito intocável”;

Da redação

Policiais federais cumprem nesta quarta-feira (29/03) um mandado de condução coercitiva contra o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e presidente regional do PMDB, Jorge Picciani.

É a chegada da Operação Lava Jato no homem que gosta de personificar o poder e cultivar a imagem de intocável. Com fama de implacável com adversários políticos e truculento, o deputado conduz o PMDB estadual com mão de ferro. É parceiro do ex-governador Sérgio Cabral Filho desde o governo Marcelo Alencar. Na época Cabral presidia o legislativo e Picciani era primeiro-secretário.

Também estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão contra integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), além de bloqueios de bens e valores, em uma operação que recebeu o nome de O Quinto do Ouro.

São mais de 43 mandados em execução, a maioria deles na cidade do Rio de Janeiro, mas também em Duque de Caxias e São João do Meriti, na Baixada Fluminense. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com nota da Polícia Federal (PF), os alvos da operação são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do TCE-RJ e da Alerj.

As investigações da PF indicam que agentes públicos teriam recebido valores indevidos para viabilizar a utilização do fundo especial do TCE-RJ para pagamentos de contratos de empresas do ramo alimentício que estavam atrasados junto ao Poder Executivo do estado. Esses agentes receberiam uma porcentagem desse valor por contrato faturado.

A Polícia Federal esclareceu que, por se tratar de uma investigação que tem como alvos membros de um Tribunal de Contas Estadual, os trabalhos correm sob a Presidência de um Ministro do Superior Tribunal de Justiça em um Inquérito Judicial.

As informações que embasaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça tiveram origem em uma colaboração premiada realizada entre dois investigados na Operação Lava Jato e a Procuradoria Geral da República. Um dos delatores seria o ex-presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho. Apesar disso, a operação Quinto não é uma nova fase da Lava Jato.

Segundo a Polícia Federal, os agentes estão nas ruas para cumprir os mandados desde as 6h de hoje (29/03). O nome da operação – Quinto da Coroa – é uma referência a um imposto cobrado por Portugal dos mineradores de ouro no período do Brasil colônia.

*Com informações da Agência Brasil


 

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