Governador Wilson Witzel não recebe parlamentares, enquanto a turma que perdeu mandato e foi acolhida pelo governo nomeia cabos eleitorais;

Foto: Octacílio Barbosa/Alerj

A campanha do deputado Márcio Pacheco (PSC) na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), encolheu depois que assessores de seu gabinete entraram no radar do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo o relatório, a turma levada (ou bem mandada) do gabinete de Pacheco movimentou R$ 25 milhões de forma suspeita. Do jeito a Lava Jato olha, vai dar problema.

O parlamentar do PSC jogou a toalha antes da virada de ano e o seu grupo migrou para as bandas do atual presidente André Cecciliano (PT), que está cada vez mais perto de se manter no comando da Casa. A rádio tamanco diz que Pacheco teria negociado uma futura indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Outro fator que favorece o petista Cecciliano é a postura equidistante do governador Wilson Witzel. Ele não recebe parlamentares, rejeita qualquer tipo de acordo sobre participação no governo, enquanto que candidatos que perderam a eleição e foram acolhidos em cargos estratégicos começaram a temporada de nomeação de cabos eleitorais.

A leitura é simples: o governo enfraquece parlamentares com mandato, enquanto fortalece os caídos. No legislativo, até mesmo entre deputados que seriam da base aliada, há uma convergência de entendimento de que o governador precisa de um choque de realidade.

 

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