Entenda o que levou o país do Oriente Médio a deixar a organização dos países exportadores de petróleo depois de 57 anos de participação; Leia mais:

A partir de janeiro de 2019 o Qatar deixará de participar do cartel formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O país anunciou que vai se concentrar na extração de gás e na produção de gás natural liquefeito (GNL). Após a informação ser divulgada pelo ministro da Energia, Saas bin Sherida Al-Kaabi, nesta segunda-feira (3), a cotação do barril do petróleo sofreu forte queda.

DECISÃO FOI DE NATUREZA TÉCNICA, DIZ MINISTRO

O ministro esclareceu que o Qatar cumprirá todos os acordos internacionais e salientou que “a decisão é de natureza puramente econômica e não foi causada por desentendimentos com outros membros da organização”

“Esta é uma decisão técnica, causada pelo desejo de fortalecer a posição do Qatar como fornecedor confiável de energia no mundo”, disse o ministro.

O Qatar já é considerado o maior exportador desse tipo de matéria-prima e pretende aumentar a produção de GNL de 77 milhões para 110 milhões de toneladas anuais.

A Opep é uma associação internacional intergovernamental criada por países produtores de petróleo para controlar as cotas de produção.

PAÍSES QUE FAZEM PARTE DA ORGANIZAÇÃO

Argélia, Angola, Venezuela, Gabão, Irã, Iraque, Congo, Kuwait, Qatar, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Nigéria, Arábia Saudita, Guiné Equatorial e Equador.

PARTICIPAÇÃO DOS PAÍSES DA OPEP NA PRODUÇÃO MUNDIAL

Os membros da OPEP controlam cerca de dois terços das reservas mundiais de petróleo, e respondem por até 45% de toda a produção mundial e metade das exportações. O Qatar faz parte da organização há 57 anos. Sua produção de petróleo é de 620 mil barris/dia de petróleo. A participação do óleo do Qatar na produção total de cartéis foi de 1,85% no ano passado.

*Agência VIU!

 

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