Opep e parceiros ampliam o corte na produção até o final de 2018; Objetivo é reduzir a oferta mundial do produto;

Da redação

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores de hidrocarbonetos, como a Rússia, responsáveis por mais da metade da oferta mundial no setor, concordaram em prolongar o corte de produção de petróleo até o final de 2018, nove meses a mais do que o acerto anterior, que previa a redução até março do próximo ano. A informação é da agência de notícias chinesa Xinhua.

ENTENDA O CASO

Vinte e quatro países decidiram nesta quinta-feira (30) em reunião em Viena, na Áustria, manter o corte na produção de petróleo de cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) até 31 de dezembro de 2018, disse Khalid Al-Falih, ministro saudita da Energia, Indústria e Recursos Minerais. A decisão ficou dentro da expectativa dos analistas, embora a Rússia, antes da reunião, tenha expressado preocupação com a extensão do corte de produção.

Em 2016, os países da Opep chegaram a um acordo em Viena para reduzir a produção diária de petróleo no primeiro semestre de 2017, visando impulsionar os preços mundiais do petróleo. O acordo também foi apoiado por 11 estados não-membros da organização. No final de maio, as partes no acordo concordaram em estender o acordo até o final de março de 2018.

ALIANÇA ENTRE RUSSOS E ÁRABES

O ministro russo da Energia, Alexander Novak, disse que para alcançar os objetivos de reequilibrar o mercado, os países produtores deveriam “continuar atuando de forma coordenada e em conjunto, o que nos levará mais longe em 2018.” Já o ministro saudita disse que seu país estava unido ombro a ombro com a Rússia.

Os esforços dos 24 produtores de petróleo para reduzir o excedente de petróleo estão sendo dando resultados. Eles escoaram este ano o seu excesso de estoque em países desenvolvidos, totalizando 183 milhões de barris, ou mais da metade do excesso.

*Agência VIU! com EBC

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