Equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro está afoita para negociar a “joia da coroa” com investidores estrangeiros; Leia mais:

De olho em investimentos de US$ 31 bilhões, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro está ávida por ampliar a participação da iniciativa privada na exploração do petróleo da camada do pré-sal.

As grandes multinacionais do setor já demostraram interesse participando dos recentes leilões que lhes garantiram contratos de partilha de produção.

O PRÓXIMO PASSO NA MINA DE OURO NEGRO

Mas agora as “joias da coroa” que atraem são as áreas sob domínio da Petrobras, as chamadas “áreas de transferência de direitos”, que detém uma reserva estimada em 15 bilhões de barris.

É um petróleo fino, de boa qualidade, com custo de produção viável mesmo que a cotação do barril no mercado internacional esteja no patamar de até US$ 20.

GOVERNO TEM DIFICULDADES NO SENADO

Mas a venda do ouro não será tão fácil. O governo terá que obter aprovação no legislativo e já encontrou obstáculos no Senado. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), afirmou em reunião com os prefeitos que o projeto de flexibilização deste monopólio só entra em pauta se houver garantias de que os lucros serão compartilhados com os municípios.

Esse é outro obstáculo à vista. Para aumentar o interesse da iniciativa privada, a equipe do presidente eleito terá que convencer os Estados e Municípios a reduzirem suas fatias de royalties.

O pré-sal é um marco na história da produção petrolífera no Brasil. Elevou o país a condição de grande player do setor, com produção superior a de alguns membros da Opep, como Kuwait, por exemplo. O Brasil já é o nono maior produtor de petróleo do mundo. Contudo, a presença estatal no setor ainda é forte e tende a persistir por um tempo.

*Agência VIU!

 

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