Reunidos em Viena, representantes dos países que integram o cartel de exportadores aguardam posição da Rússia para definir medidas visando recuperação de preços;

A Organização dos Países Exportares de Petróleo (Opep) concordou com a proposta de reduzir a produção diária em 1 milhão de barris. Agora o cartel aguarda uma posição da Rússia, produtor independente, para definir um volume específico na redução, visando sustentar os preços no mercado mundial.

Há um excedente no estoque de petróleo no mercado, o que vem provocando uma queda na cotação, que nesta manhã de quinta-feira chegou a US$ 59, recuperando-se levemente depois que a Opep sinalizou para o corte de produção.

Depois de participar da reunião na Opep nesta quinta-feira (6), em Viena, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, regressou ao país de origem para conversar com presidente Vladimir Putin.

A previsão é de que ele retorne à capital austríaca nesta sexta-feira (7) para fechar a pauta. Dependendo da posição do governo russo, o corte poderá ser acima de 1 milhão de barris por dia. Estados e Municípios produtores de petróleo no Brasil estão em compasso de espera diante da reunião da Opep, porque uma elevação na cotação do barril de petróleo pode refletir em maior arrecadação de royalties e repasses mais elevados na Participação Especial. A Rússia não faz parte do cartel, mas é um importante aliado, já que está entre os três maiores produtores mundiais.

ESTOQUE EM ALTA E PREÇOS EM BAIXA

Mesmo com as restrições impostas ao Irã depois que os EUA deixaram unilateralmente o acordo nuclear com o país persa, o mercado continua com excesso de oferta de petróleo. Tem estoque sobrando nos EUA e ainda assim, os países que integram a Opep mantiveram o volume de produção em alta.

Com isso, o preço do barril enfrenta uma queda de quase um terço na cotação desde outubro. Ainda assim, o presidente dos EUA Donald Trump exerce pressão para que o Cartel mantenha o ritmo de produção e barateie ainda mais a cotação.

“Esperamos concluir algo até o final do dia de amanhã … Temos que fazer com que os países não membros da Opep participem”, disse o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih à agência Reuters, antes da reunião da OPEP começar nesta quinta-feira

“Se todos não estiverem dispostos a se unir e contribuir igualmente, vamos esperar até que eles estejam.”

AUMENTO NA PRODUÇÃO FOI PEDIDO DE TRUMP

Os preços do petróleo caíram depois que a Arábia Saudita, a Rússia e os Emirados Árabes Unidos aumentaram a produção em junho deste ano. Foi um pedido de Donald Trump para compensar a queda nas exportações do Irã, o terceiro maior produtor da Opep.

A Rússia, a Arábia Saudita e os Estados Unidos disputam a posição de maior produtor de petróleo nos últimos anos. Já os EUA não fazem parte de nenhuma iniciativa limitadora de produção devido à sua legislação antitruste e à fragmentada indústria do petróleo.

*Agência VIU!

 

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