Produção de petróleo continua em queda; especialista acredita explica o fatores que devem elevar a cotação do barril;

Foto: flickr.com/ Sergio Russo

Sputnik Brasil – O professor associado da Nottingham University Business School, Hafez Abdo, acredita que os preços do barril do petróleo devem superar US$ 100, apesar de países como a China e a Índia prometerem continuar comprando o petróleo iraniano.

As sanções do presidente norte-americano Donald Trump contra o Irã entram em vigor somente no próximo mês, mas como as exportações de petróleo iraniano continuam a cair, o preço do petróleo continua a crescer.

Segundo Hafez Abdo, as preocupações da comunidade internacional com o déficit no fornecimento de energia são justificáveis.

“O mundo tem todos os motivos para se preocupar com a futura escassez de oferta de petróleo e gás devido ao que está acontecendo entre os Estados Unidos e o Irã”, afirmou ele.

“As sanções contra o Irã foram levantadas há alguns anos, então mais petróleo e gás entraram no mercado, fazendo os preços do petróleo caírem”, explicou o especialista, para quem os preços agora devem aumentar.

COTAÇÃO EM ALTA

Analistas do mercado já previram no início de julho que os preços do petróleo provavelmente aumentariam em US$ 4 a US$ 5.

“No entanto, eles aumentaram muito mais. [Barril] custava cerca de US$ 61 em julho e agora já está custando mais de US$ 80”, alertou Abdo.

“Por isso esperamos que os preços do petróleo aumentem para mais de US$ 100 em alguns meses ou até em algumas semanas”.

Para Hafez Abdo, quando os Estados Unidos aplicarem mais sanções contra o Irã, o suprimento de petróleo iraniano será cortado e haverá pressão sobre os fornecedores da OPEP e não-OPEP para aumentar a oferta.

“No entanto, há um limite para o quanto eles podem adicionar ao mercado, especialmente para a Arábia Saudita. O máximo que podem adicionar é de um milhão de barris por dia, enquanto o corte no fornecimento de petróleo iraniano deverá ser de 2,5 milhões de barris por dia”, explicou o professor.

“O conflito na Síria ainda não acabou, o Iraque não está resolvido, a Líbia não está politicamente assentada, então não há nada no mercado global que sugira que a oferta será aumentada no futuro para compensar o déficit na oferta iraniana”, concluiu.

 

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