Polícia Civil do Rio de Janeiro também quer fugir do risco de prender traficantes e milicianos para combater corrupção política;

Fonte: Roberto Barbosa – Jornalista | Youtube

Prender político no Brasil é melhor do que prender traficante e miliciano. Político, em tese, não anda armado de fuzil. Não tem granada e não oferece resistência. Juiz ou promotor pode esculachar esses réus durante interrogatório sem risco de futuro encontro de contas. Ao contrário: pode render nomeação em Ministério da Justiça, citações elogiosas entre a turba ou até vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com traficante e miliciano o buraco é mais embaixo. Essa turma é da pesada, como demonstram os mais recentes episódios em Fortaleza, capital do Ceará, que vive dias de terror por conta da ofensiva do crime organizado. CONFIRA: 

Fonte: TV Brasil – Youtube

A classe política está acovardada e emparedada diante de um Judiciário, Ministério Público afoitos e uma Polícia cada vez mais afoitos e atraídos pelos holofotes.

No Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao jornal O Dia, o secretário de Polícia Civil Marcus Vinicius Braga diz com todas as letras que prefeitos e deputados estão na mira de sua gestão. Cita o temido “Guardião”, sistema de grampo telefônico capaz de bisbilhotar Deus e o mundo, e lembra com certo orgulho que o prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves, preso no Complexo Penitenciário de Bangu, saiu de sua casa para o presídio no camburão da Polícia Civil. Incrível! 

Das duas uma: ou a classe política reassume o protagonismo no papel de formular leis e mecanismos para contar esses arroubos ou triunfará a doutrina do “político bom é político morto”. É uma doutrina absurda, porque faz parecer que corrupção está presente apenas no mundo político. É como se o Judiciário, Ministério Público e a própria Polícia estivessem imunes a corrupção, quando o histórico, principalmente no Estado do Rio, mostra exatamente o contrário. 

 

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