No plano regional Garotinho caminha para disputar uma vaga no Senado; Clarissa pode ser vice de Índio; no plano nacional o contra-golpe da esquerda virá pelo parlamento; em Campos-RJ, a cidade está em chamas

Sucessão estadual

Esta segunda-feira (29) segue carregada de sinais. No plano estadual, o ex-governador Anthony Garotinho caminha a passos largos para um entendimento com o PRB do prefeito do Rio Marcelo Crivella.

As negociações têm uma via de acesso. PRB e PSD, de Índio da Costa, fariam uma dobradinha na sucessão estadual. Índio da Costa seria o cabeça de chapa, tendo Clarissa na vice. Garotinho manteria a candidatura de governador, mas disputaria, na verdade, uma vaga no Senado. Wladimir Garotinho seria, de fato, candidato a deputado Federal. Já iniciou praticamente sua pré-campanha.

Reação parlamentar

O Ministério Público aliado ao poder judiciário subverteu a Constituição e o ordenamento jurídico para evitar uma vitória de um candidato do campo de esquerda na sucessão presidencial deste ano. Sepultou o nome mais cotado, Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas abriu uma avenida para um contra-golpe. Ele virá pelo parlamento. Se a esquerda eleger maioria na Câmara e no Senado, o parlamento certamente promoverá uma virada de mesa por via institucional. Aprovará medidas para conter o poder supremo da MP e dos senhores de toga. Sem contar que um parlamento majoritariamente de esquerda terá tribuna para reconstruir uma narrativa de sua história. Tipo uma “comissão da verdade” para apurar o que poderia descrever como “os crimes de Sérgio Moro”.

Campos-RJ em chamas

A cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, permanece como um barril de pólvora. Está consumado um aumento desenfreado de impostos e taxas. Nas ruas é visível a precariedade de serviços e insatisfação popular.

O município literalmente faliu. O transporte entrou em colapso, o sistema de saúde clama por intervenção e há dificuldade gerencial para enfrentar a crise. A economia local sente os efeitos desastrosos. Mais de 700 lojas fecharam em 12 meses. Os programas sociais estão suspensos, enquanto que o desemprego avança. O custo de vida local é insuportável. Os contribuintes preparam o troco. Já está programada uma queima de carnês de IPTU que tiveram reajuste de 293%. Seria o dia da “grande fogueira”.

Comentários

comentários