Depois de romper o ciclo dos coronéis, primeira mulher a governar cidade de 20 mil habitantes enfrenta investida judicial;

Assistente social com mestrado em gestão de cidades, Fátima Pacheco é prefeita de Quissamã (RJ), cidade com pouco mais de 20 mil habitantes no Norte Fluminense.

É dedicada a tarefa de governar, fazendo uma administração exitosa mesmo em um período em que a cidade enfrenta retração econômica por conta da queda na produção de petróleo na Bacia de Campos. Quissamã tem os royalties do petróleo como sua maior fonte de receita.

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Em 2016, Fátima ganhou uma eleição no voto. Gastou sola de sapato conversando de casa em casa. O estilo derrubou uma oligarquia familiar que comandou o município com mão de ferro desde sua emancipação, com brevíssimos hiatos. Eram os aliados incondicionais do ex-governador Sérgio Cabral Filho, componente que ajudou a transformar esta disputa eleitoral em uma das mais emocionantes do interior do Estado.

Os oponentes tentam contornar a derrota nas urnas por meio da judicialização, prática, por sinal, que tem se tornado corriqueira nessas cidades.

O instrumento para a judicialização foi a reportagem do jornal Expresso Regional, um semanário que tem uma linha editorial crítica e apartidária. Aproveitaram-se de uma edição do jornal para tentar linkar com a campanha da então candidata, quando na verdade, em outras edições, o mesmo jornal fez reiteradas críticas a Fátima Pacheco. Não existe a mínima relação entre a prefeita e a publicação que tem sua base operacional estabelecida em Macaé (RJ).

Em primeira instância o processo não prosperou. Houve recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), devendo entrar em pauta para julgamento nos próximos dias. É possível que os desembargadores da Corte já estejam atentos quanto a esta “malandragem de canavial” para instabilizar o cenário político local.  Agora é moda: perdeu no voto, corre para o TRE.

 

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