Enfrentando uma forte crise econômica, Estado precisa identificar agenda econômica para retomar um novo ciclo expansivo; Leia mais:

Há uma tendência de percebermos os problemas da economia fluminense, como meros reflexos dos que ocorrem no país da jabuticaba. Porém o problema no Rio é mais grave e se reflete na escalada da violência.  

Nas últimas décadas, apesar do poder de encadeamento industrial da exploração do petróleo e do gás, a atividade produtiva na segunda mais rica economia do país revela fraco crescimento e baixo incremento na geração de empregos formais. Para diversos pesquisadores, a derrocada do Rio teve início na ida da capital federal para Brasília, sem uma adequada compensação à época.

Nesse contexto, diante da chegada de um novo governo estadual e de vários cariocas no centro do poder em Brasília revela-se urgente discutirmos qual é a agenda econômica para o Estado do Rio de Janeiro. Uma saída que possa propiciar um círculo virtuoso regional e um adequado equilíbrio entre a rica capital e o dinâmico interior.

Políticas econômicas horizontais, como simplificação tributária, são bem-vindas. A sugestão de quem acompanha a conjuntura fluminense é trabalhar com o conceito de complexos produtivos. A crise fiscal aguda do poder público exige o acompanhamento das autoridades federais nesse processo.

O ponto de partida exige identificar as atividades econômicas em torno da extração de petróleo, que podem ser atraídas para o estado do Rio de Janeiro e quais instrumentos poderiam ser utilizados para isso, tendo em vista criar um denso complexo de petróleo e gás no território fluminense. É uma das saídas. Outra seria fortalecer o segmento metal-mecânico que movimenta a economia do sul do estado.

O Rio possui a segunda maior concentração de mestres e doutores na divisão por habitante e um complexo de saúde pública e empresarial de grande qualidade.

Do mesmo modo, mediante um planejamento integrado, vale identificar as sinergias existentes entre a atividade turística e outras, como, as atividades econômicas vinculadas ao esporte, neste caso procurando transformar a cidade e o estado do Rio de Janeiro na “capital” de esporte da América Latina, com base em todos os equipamentos construídos para as Olimpíadas.

Essa agenda deve ser pensada também territorialmente, buscando-se as potencialidades existentes em cada uma das oito Regiões de Governo do Rio. A hora é essa.

 

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