Um país que gera R$ 7,3 trilhões em riqueza, mas que não consegue gerar emprego para 24 milhões de trabalhadores;

Foto: Fábio Soares/FutebolDeCampoNet

Somos uma economia pujante e capaz de gerar um Produto (PIB) no próximo ano de, aproximadamente, R$ 7,3 trilhões, que vão gerar 33%, na forma de carga tributária e enviar para exterior, como renda líquida, algo em torno de 2,5% da nossa imensa riqueza privada.

Apesar de tanta força potencial somos incapazes de oferecer oportunidades de ocupação digna para mais de 24 milhões de brasileiros, a grande maioria, jovens egressos dos bancos do ensino médio e superior.

No quadro social, cerca de 15 milhões de brasileiros estão abaixo da linha de pobreza extrema e 78 milhões não em acesso ao saneamento básico, em pleno século XXI.

Diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é essencial que o cidadão comum (pagador de caros impostos) seja protegido pelo império da lei, para que não seja compelido à rebelião contra a tirania e a opressão (fato que aparentemente ocorre hoje na França).

Entretanto, nossas estatísticas criminais revelam 170 mortes violentas diariamente e o Anuário da Segurança Pública, de 2017, explicita que 62.517 brasileiros foram assassinados naquele ano. Uma tragédia que não será estancada com mais armas.

O PENSAMENTO ECONÔMICO NO BRASIL PÓS-GUERRA E O FUTURO GOVERNO DE JAIR BOLSONARO

Três importantes intelectuais brasileiros dividiram a cena do pensamento econômico na centro-esquerda no pós – segunda guerra no Brasil:

1 – Fernando Henrique Cardoso – presidente que abraçou e fortaleceu a ligação intrínseca de nosso país, com a nação líder do capitalismo mundial na era Clinton, uma espécie de locomotiva na qual o país da jabuticaba deveria ser um vagão para experimentar uma inflação domada.

2 – Celso Furtado – idealizador do Plano de Metas de Juscelino e sua plataforma desenvolvimentista, onde o núcleo endógeno de nossa economia teria forte influência do tripé capital público/estatal, capital privado nacional e capital internacional

3 – Rui Mauro Marine, com sua teoria centrada na superexploração da força de trabalho brasileira – a forma da nossa economia dependente enviar, através de um déficit nas transações correntes do balanço de pagamentos, o excedente gerado pela rica economia primário – exportadora tupiniquim. Isso perpetua um quadro de iniquidades.

O novo governo que chega não tem qualquer influência direta de nenhuma dessas correntes que dominaram o imaginário e os debates, de uma parte da intelectualidade. Entretanto, diante de um quadro geral de falência da máquina pública, as prioridades do brasileiro comum concentram-se na esperança de melhoria dos serviços de saúde, educação, redução da criminalidade, geração de empregos e combate à corrupção, que custa cerca de 600 milhões de reais por dia, na forma de vantagens indevidas para um “estamento” político burocrático que se perpetua na vida nacional.

No que vai dar o experimento planejado pelos economistas liberais, pelo grupo de militares, classe política do baixo clero e demais integrantes do “novo” governo que chega só o tempo dirá. Até porque, se avizinha no horizonte mais uma desaceleração econômica cíclica do mundo desenvolvido. Portanto…

 

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