Senadores governistas chegaram a recolher 27 assinaturas para instaurar a “Lava Toga”, CPI encarregada de investigar o STF e STJ;

Depois da criminalização dos políticos de esquerda, parlamentares bolsonaristas tentam a criminalização do poder judiciário. Querem a “Lava Toga”, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na última semana, os parlamentares governistas chegaram a iniciar uma ofensiva no Senado para instauração da CPI, conseguindo recolher as 27 assinaturas necessárias, mas a iniciativa deu marcha ré nesta segunda-feira (12), depois que vazaram informações de que a Receita Federal estava investigando o ministro do STF Gilmar Mendes.

Interessante destacar que esta iniciativa tem apoio de Procuradores que comandaram a Lava Jato, em Curitiba (PR). Seria cômico se não fosse trágico: o MP jogou a Suprema Corte contra a parede.

Esta relação conturbada entre Parlamento, Judiciário e Ministério Público é um efeito direto da militância de magistrados e promotores em manifestações públicas e ativismo político em rede social.

Muitos sacrificaram a discrição e a liturgia do cargo em troca de holofotes. Nivelaram-se por baixo e agora pagam o preço. O judiciário brasileiro permitiu o despertar de um demônio e terá dificuldade de domar a fera.  


 

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