O fenômeno que turbina a candidatura de Jair Bolsonaro acontece a cada duas décadas; Leia e saiba mais:

O eleitorado brasileiro é movido por emoção e imediatismo. Esses sentimentos no ambiente político produzem “ondas”. O termo é extraído do livro A Terceira Onda, obra do futurólogo Alvim Toffler.

1 – A série histórica demonstra que as ondas dependem das condições econômicas e materiais da população. Dificilmente encontram terreno fértil em ambientes de pleno emprego e paz social. A partir da década de 60, começou com Jânio Quadros em 63, quando ganhou a eleição presidencial usando a vassoura como símbolo e prometendo varrer a corrupção. Renunciou com seis meses e abriu as portas para o golpe de 64. VÍDEO:

Fonte: Youtube

2 – No Estado do Rio esta onda chegou com o Brizolismo em 82, quando Leonel Brizola elegeu-se governador e arrastou figuras que expressavam a antipolítica para a Câmara Federal. Entre eles, Agnaldo Timóteo e o cacique Mário Juruna. Esta onda foi mais duradoura e deixou raízes na política carioca graças aos quadros partidários. Brizola tinha Darcy Ribeiro como secretário de Educação. Ficou no plano regional, contribuindo para fenômenos isolados, como no Rio Grande do Sul, com Alceu Collares. VÍDEO:

Fonte: Youtube

3 – No plano nacional, a segunda onda foi com Fernando Collor de Mello em 1989. Durou pouco. Collor foi tragado por um impeachment, dois anos depois, no auge de sua impopularidade. VÍDEO:

Fonte: Youtube

4 – A 3ª onda é Jair Bolsonaro, o Messias que promete soluções milagrosas por meio de tiro, porrada e bomba. Lembra Collor prometendo exterminar os marajás. Seu grande risco será a frustração de expectativas e consequentemente a onda reversa.  VÍDEO:

Fonte: Youtube

 

Comentários

comentários